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Cidades

“Destemidos”, classificou juiz ao mandar prender dono de jornal e outros 3

Dono de jornal e demais presos são investigados por fraudar licitações em Terenos

Por Anahi Zurutuza | 22/01/2026 19:32
“Destemidos”, classificou juiz ao mandar prender dono de jornal e outros 3
Francisco Elivaldo de Sousa, conhecido como Eli Sousa, do Jornal Impacto, foi preso em casa (Foto: Henrique Kawaminami)

Suspeitos de fraudar licitações em Terenos – cidade a 31 km de Campo Grande – apresentavam “destemor à força do Estado”, justificou juiz Robson Celeste Candeloro, do Núcleo de Garantias de Campo Grande, ao dar ordem para prender o dono do Jornal Impacto, Francisco Elivaldo de Sousa, o Eli Sousa, e outras 3 pessoas durante a Operação Collusion, nesta quarta-feira (21). A magistrado determinou a prisão preventiva (por tempo indeterminado) das 4 pessoas para a “garantia da ordem pública e da instrução criminal”.

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Em operação contra fraudes em licitações em Terenos (MS), o dono do Jornal Impacto, Francisco Elivaldo de Sousa, e outras três pessoas foram presas preventivamente. A decisão do juiz Robson Celeste Candeloro baseou-se no "destemor à força do Estado" demonstrado pelos suspeitos.A Operação Collusion, conduzida pelo Gaeco, investiga uma organização criminosa especializada em fraudes em contratos públicos de serviços gráficos desde 2021. Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Terenos e Rio Negro. Dois dos detidos já tiveram suas prisões mantidas em audiência de custódia.

Trecho da decisão judicial, dada em sigilo, diz que “os investigados apresentam destemor às forças do Estado, o que coloca em risco o meio social que toda a ação envolve, sendo portanto dever do Estado obstar tal ação, a fim de que os agentes não continuem a delinquir e gerar prejuízos à administração pública”.

Para a magistrado, as prisões são necessárias para a “conveniência da instrução criminal, já que em liberdade certamente obstariam o sucesso de novas investigações, notadamente destruindo provas imprescindíveis”.

Robson Candeloro registrou ainda que, ao pedir os mandados de prisão e buscas, a Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado) demonstrou “indícios suficientes da participação efetiva dos investigados na prática dos crimes” apontados.

Nesta quarta-feira, além de Eli Sousa, a Operação Collusion levou para a cadeia um funcionário dele, o representante comercial Eudmar Rogers Nolasco de Faria, conhecido como Rogers Nolasco, o programador de computador, Leandro de Souza Ramos, e o chef de cozinha Antônio Henrique Ocampos Ribeiro. Os dois últimos passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (22) e foram mantidos presos. Eli e Rogers terão as prisões avaliadas em juízo nesta sexta-feira (23).

A investigação – Na Operação Collusion, o Gaeco investiga organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, em especial fraudes às licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos ligados a materiais e serviços gráficos firmados com o município de Terenos e com a Câmara Municipal de Terenos desde 2021.

Francisco Elivaldo de Sousa foi preso depois que o Gaeco esteve em ao menos dois endereços ligados a ele, que se identifica nas redes sociais como o responsável pelo Jornal Impacto, revista que leva o mesmo nome, além das rádios Diamante FM 98,7, que funciona em Corguinho e Rochedo, e Segredo FM 106,3, com endereço na Capital.

A Collusion foi às ruas de Campo Grande, Terenos e Rio Negro um total de 30 ordens de busca e apreensão.

Outro lado – Após a confirmação da prisão, a defesa de Eli Sousa preferiu não conversar com a reportagem. O grupo Dakila divulgou nota negando qualquer envolvimento nas investigações, embora Urandir Fernandes e Eli Sousa figurem como sócios em pelo menos dois empreendimentos. O espaço segue aberto para manifestações das defesas dos outros citados.