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Economia

Dólar cai 1,6% e fecha a R$ 5,23 com alívio no cenário externo

Queda do petróleo e redução das tensões no Oriente Médio impulsionam real e bolsa brasileira

Por Viviane Oliveira | 16/03/2026 19:18
Dólar cai 1,6% e fecha a R$ 5,23 com alívio no cenário externo
Apesar da queda no pregão, o dólar ainda acumula alta de 1,87% em março (Foto:  Valter Campanato/Agência Brasil)

O mercado financeiro teve um dia de alívio nesta segunda-feira (16), marcado pela forte queda do dólar e pela recuperação da bolsa de valores. A moeda norte-americana encerrou as negociações vendida a R$ 5,229, com recuo de R$ 0,085 (-1,60%), acompanhando o enfraquecimento global do dólar frente às moedas de países emergentes. Pela manhã, a cotação chegou a se aproximar de R$ 5,28, mas perdeu força ao longo da tarde e fechou próxima da mínima do dia.

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O dólar registrou queda de 1,60% nesta segunda-feira (16), fechando o dia cotado a R$ 5,229. A desvalorização acompanha o enfraquecimento global da moeda americana frente a divisas de países emergentes. Apesar da queda, a moeda ainda acumula alta de 1,87% em março, embora apresente desvalorização de 4,72% no ano.A redução da aversão ao risco global, impulsionada pela queda nos preços do petróleo, foi o principal fator para a melhora do câmbio. No cenário interno, operações de recompra de títulos públicos pelo Tesouro Nacional e expectativas para a reunião do Copom também contribuíram para o ambiente financeiro positivo.

Apesar da queda no pregão, o dólar ainda acumula alta de 1,87% em março. No acumulado do ano, porém, registra desvalorização de 4,72% frente ao real. O movimento ocorre após dois dias consecutivos de forte alta, quando a moeda chegou a superar R$ 5,30 e atingiu o maior nível de fechamento desde janeiro.

A principal razão para a melhora do câmbio foi a redução da aversão global ao risco, impulsionada pela queda nos preços do petróleo. O recuo da commodity favoreceu ativos de mercados emergentes e fez o real apresentar um dos melhores desempenhos entre essas moedas. A expectativa de retomada gradual do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de cerca de 20% da oferta mundial de petróleo, contribuiu para a queda das cotações.

O petróleo do tipo Brent para maio fechou com baixa de 2,84%, embora o barril ainda permaneça acima de US$ 100 e acumule valorização expressiva no mês. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ajudaram a reduzir a tensão geopolítica ao indicar a possível reabertura do estreito e a existência de diálogo com o Irã. Com isso, investidores passaram a desmontar posições defensivas adotadas diante do temor de escalada do conflito no Oriente Médio.

No Brasil, fatores internos também contribuíram para a melhora do ambiente financeiro. O Tesouro Nacional realizou operações de recompra de títulos públicos, ampliando a liquidez e reduzindo pressões na curva de juros, o que levou à queda das taxas dos contratos DI (Depósito Interfinanceiro).

Além disso, o mercado ajusta posições antes da reunião do Comitê de Política Monetária, marcada para quarta-feira (18), quando se espera um corte moderado da taxa Selic. Mesmo com eventual redução, o diferencial de juros brasileiro deve permanecer elevado, mantendo a atratividade do real para investidores estrangeiros.

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