Mortalidade materna expõe risco maior para mulheres negras no Pantanal
Defensoria Pública recomenda que municípios adotem ações específicas para enfrentar o problema
Prefeituras de Mato Grosso do Sul foram alertadas sobre a gravidade dos dados de mortalidade materna no Estado, que revelam um recorte claro de desigualdade: as mulheres que mais morrem durante a gestação, parto ou puerpério são jovens, negras e moradoras da região do Pantanal. O cenário levou a Defensoria Pública a cobrar medidas urgentes para reduzir os óbitos evitáveis entre mães e bebês.
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Dados do Comitê de Mortalidade Materna de Mato Grosso do Sul revelam que mulheres negras, jovens e moradoras do Pantanal são as principais vítimas de mortes durante gestação, parto ou puerpério. A Defensoria Pública cobrou medidas urgentes das prefeituras para reduzir óbitos evitáveis. O problema afeta principalmente mulheres pretas e pardas com menor escolaridade em áreas de alto risco epidemiológico. A Defensoria estabeleceu prazo de 10 dias para que os municípios apresentem ações concretas, incluindo a criação de comitês municipais e capacitação de profissionais de saúde.
Levantamentos oficiais do Comitê de Mortalidade Materna, Fetal e Infantil de Mato Grosso do Sul mostram que a maior parte das mortes atinge mulheres pretas e pardas, com menor escolaridade, já com filhos e que vivem em áreas classificadas como de alto risco epidemiológico. Entre essas regiões, o Pantanal aparece de forma recorrente nos registros, concentrando casos associados à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e à assistência inadequada durante a gravidez e o parto.
Diante desse quadro, a Defensoria recomenda que os municípios adotem ações específicas para enfrentar o problema, como a criação de comitês municipais de mortalidade materna e infantil e a capacitação contínua de profissionais da rede pública de saúde. A orientação é que o atendimento leve em conta as desigualdades raciais, sociais e territoriais evidenciadas nos dados.
Segundo a Defensoria, a mortalidade materna no Estado não é apenas um problema médico, mas um reflexo direto da exclusão social. Os dados apontam que mulheres jovens e negras seguem mais expostas a falhas no pré-natal, demora em atendimentos de urgência e ausência de acompanhamento adequado, especialmente em municípios pantaneiros.
O órgão estabeleceu prazo de 10 dias para que as prefeituras informem quais providências serão adotadas. A expectativa é que os municípios apresentem medidas concretas para ampliar o acesso ao cuidado, melhorar a qualidade do atendimento e reduzir desigualdades que, na prática, seguem colocando em risco a vida de mulheres e crianças em Mato Grosso do Sul.
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