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Cidades

No ranking do bullying, MS lidera ataques a alunos com deficiência

Conforme pesquisa do IBGE, 12,3% apontaram que esse é o principal motivo da prática

Por Izabela Cavalcanti | 27/03/2026 09:33
No ranking do bullying, MS lidera ataques a alunos com deficiência
Aluno entrando em escola municipal de Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Mato Grosso do Sul é o 1° estado que mais tem estudantes entre 13 e 17 anos que humilham colegas devido a algum tipo de deficiência. Entre os estudantes que disseram ter praticado bullying, 12,3% citaram essa motivação.

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Mato Grosso do Sul lidera ranking nacional de bullying contra estudantes com deficiência, com 12,3% dos casos. O estado também ocupa a segunda posição em humilhações relacionadas à aparência física, registrando 21,3% das ocorrências, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024 do IBGE. Campo Grande destaca-se negativamente entre as capitais, liderando em humilhações motivadas por questões materiais (20,1%) e ocupando o segundo lugar em bullying por sotaque (19,2%). A pesquisa também revela maior insatisfação corporal entre meninas (38,9%) em comparação aos meninos (20,7%), totalizando 29,5% de jovens insatisfeitos no estado.

Outros, 21,3% citaram a aparência do corpo como motivo de prática de humilhação, deixando o Estado com o 2º maior percentual do país.

Os dados fazem parte da PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2024, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Campo Grande fica em 1° entre as capitais, com o maior percentual daqueles que praticaram humilhação motivada por roupas, sapatos, mochila ou material escolar (20,1%) e a 2ª maior por sotaque ou jeito de falar (19,2%).

Por outro lado, entre os que disseram ter sido humilhados, 27,8% informaram ter recebido o ataque pela aparência do corpo. O percentual coloca o Estado em 2º lugar entre as Unidades da Federação nesse quesito.

Em Campo Grande, quando analisado o mesmo motivo de humilhação, o registro fica em 28,3% daqueles que foram humilhados, ficando em 1º entre as capitais.

A pesquisa mostra ainda que o sentimento em relação ao próprio corpo atinge mais estudantes do sexo feminino, com percentual de 38,9%, enquanto os meninos atingiram percentual de 20,7%. No geral, o índice ficou em 29,5%.

No geral, 13,8% responderam que a relação com o corpo é indiferente e 56,1% disseram estar muito satisfeitos ou satisfeitos.

O percentual de jovens satisfeitos deixou MS na 5ª posição entre os estados brasileiros, já os 29,5% que responderam estar insatisfeitos registraram o 2º maior número entre os estados.

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