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Após aprovação na Câmara, condomínio de luxo passa pela análise ambiental

Loteamento de 66 hectares e 621 lotes terá audiência na Planurb em abril

Por Kamila Alcântara | 18/02/2026 15:23
Após aprovação na Câmara, condomínio de luxo passa pela análise ambiental
Área do novo projeto de loteamento na saída para Cuiabá (Imagem: Reprodução)

O projeto do loteamento “Alphaville Campo Grande Zero”, na região da antiga Fazenda Botas, volta à pauta pública. A Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) convocou audiência para apresentar e discutir o Estudo de Impacto Ambiental do empreendimento.

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O projeto do loteamento Alphaville Campo Grande Zero, que prevê a construção de 621 lotes em uma área de 66,6 hectares na saída norte da cidade, será tema de audiência pública para análise do Estudo de Impacto Ambiental. O empreendimento, aprovado anteriormente pela Câmara Municipal, poderá abrigar até 2,6 mil pessoas. A Planurb realizará a audiência em 1º de abril de 2026, com foco nos impactos sobre vegetação, recursos hídricos e infraestrutura. A população poderá enviar contribuições entre 20 de fevereiro e 12 de março, tanto presencialmente quanto por e-mail.

Está previsto o uso de 66,6 hectares para 621 lotes na saída norte da cidade, aos fundos do loteamento Terras Alpha, lindeiro ao Bairro Novos Estados. A estimativa divulgada anteriormente apontava que, quando totalmente ocupado, o loteamento poderia receber mais de 1,7 mil moradores fixos, chegando a ultrapassar 2,6 mil pessoas considerando a população flutuante.

Para esse projeto acontecer, meses atrás, os vereadores de Campo Grande aprovaram, por 21 votos a favor e três contra, o projeto que permitiu ao Executivo exigir a compensação financeira para liberar o parcelamento na chamada Zona de Expansão Urbana.

Na prática, a outorga é a contrapartida paga pelo empreendedor para utilizar a área fora do perímetro urbano consolidado, obedecendo regras ambientais e urbanísticas. À época, o debate expôs visões opostas sobre o modelo de crescimento da cidade.

Durante a sessão, parte dos parlamentares defendeu que a expansão, desde que acompanhada de compensações e planejamento, representa desenvolvimento. Já os votos contrários questionaram o avanço para áreas cada vez mais distantes do Centro e o impacto futuro na infraestrutura pública, como transporte, saúde e manutenção urbana.

Agora, o foco da discussão é ambiental. O Estudo de Impacto Ambiental deve detalhar efeitos sobre vegetação, recursos hídricos, sistema viário e infraestrutura da região, que atualmente é predominantemente ocupada por pastagem e possui presença de córrego e nascente.

A audiência será realizada no dia 1º de abril, às 18 horas, na sede da Planurb, na Avenida Calógeras, 356, com transmissão ao vivo pelo canal da Educação Ambiental no YouTube.

Além do debate presencial, a população poderá enviar sugestões e contribuições entre 20 de fevereiro e 12 de março. As manifestações poderão ser protocoladas na própria Planurb ou encaminhadas por e-mail. Os documentos do estudo estão disponíveis para consulta na Biblioteca Geógrafa Aparecida Lopes de Oliveira e no site oficial do órgão.

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