Após interdição, comerciantes relatam queda de até 90% e problemas de tráfego
Novo bloqueio na Ernesto Geisel prejudica movimento do comércio e complica trânsito ao longo da via
A interdição de mais um trecho da Avenida Presidente Ernesto Geisel, na altura da Rua Bom Sucesso, na Vila Nhanhá, em Campo Grande, tem causado prejuízo no comércio e agravado os problemas de tráfego na região. Lojista relata queda de até 90% no movimento, além de dificuldades constantes de acesso.
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A interdição de mais um trecho da Avenida Presidente Ernesto Geisel, em Campo Grande, tem causado transtornos significativos para comerciantes e motoristas da região. Comerciantes relatam queda de até 90% no movimento dos estabelecimentos, especialmente após o bloqueio próximo à Rua Bom Sucesso, na Vila Nhanhá. A via apresenta diversos pontos comprometidos por enxurradas e falta de manutenção, principalmente nas margens do Rio Anhanduí, onde estruturas de contenção desapareceram completamente. A situação é agravada por duas frentes de obras simultâneas, causando congestionamentos e acidentes, como a colisão entre duas motocicletas registrada na última sexta-feira.
A Avenida Ernesto Geisel apresenta diversos pontos comprometidos pelas enxurradas e pela falta de manutenção, especialmente nas margens do Rio Anhanduí. Em alguns trechos, a estrutura de contenção desapareceu completamente. O gabião, que deveria conter o avanço da erosão, já não existe mais.

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O ponto interditado fica próximo a outro trecho da avenida que já estava bloqueado por obras, o que tem concentrado os transtornos no cruzamento. O comerciante Diego Pires, de 28 anos, que mantém um negócio no local há dois anos, afirma que a situação se agravou ainda mais com a nova interdição. “Nosso movimento caiu cerca de 90%. Com mais esse acesso bloqueado, fica muito difícil. Já estava ruim antes, agora piorou. Desde a primeira interdição, o movimento no pátio já tinha diminuído”, relatou.
Segundo ele, a interdição mais recente reduziu ainda mais o fluxo. “Quem vinha da outra ponte agora sobe tudo para cima e o fluxo daqui praticamente acabou. Está ficando inviável continuar alugando o ponto”, desabafou.
Diego também acredita que a cratera aberta no viaduto seja resultado de uma obra mal planejada. “Eles não deixaram vazão para a água. Quando chove, desce muita água por essa pista, e a enxurrada acabou encontrando passagem por baixo da ponte”, afirmou.

Outro comerciante da região é Roberto Boscoli, de 48 anos, proprietário de uma mecânica próxima ao cruzamento. Ele contou que engenheiros da prefeitura já estiveram no local para avaliar a cratera, mas que nenhum serviço foi iniciado até o momento.
Apesar de dizer que a redução do fluxo não impactou significativamente a clientela da oficina, formada principalmente por clientes antigos ou por indicação, Roberto relata dificuldades no tráfego. “O fluxo diminuiu, mas continua complicado para atravessar e sair da garagem. Para entrar na avenida, é preciso dar a volta e acompanhar o fluxo intenso de veículos”, explicou.
Segundo ele, motoristas que tentam desviar da interdição acabam fazendo retornos improvisados ao se depararem com a ponte fechada, o que prejudica ainda mais a circulação. “Eles chegam, veem que está fechado e fazem o balão ali mesmo, atrapalhando quem está passando do outro lado”, relatou.
Confira a galeria de imagens:
Na manhã desta sexta-feira (6), um acidente envolvendo duas motocicletas deixou o trânsito ainda mais tumultuado na Avenida Ernesto Geisel, na esquina com a Rua do Aquário. Além da colisão, os motoristas precisam redobrar a atenção devido às duas frentes de obras em andamento na via.
A reportagem entrou em contato com a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) para saber se há previsão para o término das obras, mas ainda aguarda retorno.
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