Chuvas desafiam, mas força-tarefa já fechou 60 mil buracos nas ruas da Capital
Desde o início do ano, equipes atuam nas sete regiões da cidade para conter danos das chuvas

A temporada de chuva segue castigando o asfalto de Campo Grande, mas também acelerando o ritmo das equipes de manutenção urbana. Desde o início do ano, uma força-tarefa organizada pela Prefeitura já fechou cerca de 60 mil buracos espalhados pelas sete regiões da Capital — um número que traduz o tamanho do desgaste provocado pelas enxurradas e pelo tráfego intenso.
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A Prefeitura de Campo Grande intensificou os trabalhos de manutenção urbana para combater os danos causados pelas chuvas no asfalto da cidade. Desde o início do ano, aproximadamente 60 mil buracos foram reparados nas sete regiões da Capital, com média de 2,1 mil intervenções diárias em fevereiro. O trabalho, coordenado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, enfrenta desafios técnicos devido às condições climáticas. A aplicação da massa asfáltica requer temperatura específica e solo seco, enquanto as chuvas intensas têm acelerado o surgimento de novos buracos, criando um ciclo contínuo de manutenção.
Os trabalhos são conduzidos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que mantém equipes diariamente nas ruas tentando equilibrar dois desafios: recuperar a malha viária e correr contra o clima instável.
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Em fevereiro, a média chegou a 2,1 mil buracos tapados por dia, enquanto em janeiro foram mais de 1,4 mil intervenções diárias. Segundo o secretário Marcelo Miglioli, o volume real pode ser ainda maior, já que em muitos pontos a solução vai além do remendo isolado.
Quando vários buracos aparecem próximos, as equipes fazem o recorte completo do trecho danificado, unificando a área para reforçar a durabilidade do serviço. A estratégia busca evitar que o problema reapareça em poucos dias e aumentar a segurança de motoristas, motociclistas e ciclistas.
“O objetivo é garantir melhores condições de trafegabilidade e mais segurança para quem circula pela cidade”, afirma o secretário.
Chuva vira principal obstáculo
Se por um lado a demanda cresce, por outro o clima impõe limites técnicos. A aplicação da massa asfáltica exige condições específicas: o material precisa estar entre 110°C e 177°C e não pode ser utilizado com o solo molhado ou durante chuva.
Quando essas condições não são atendidas, a massa perde qualidade e precisa ser descartada, o que obriga as empresas responsáveis a planejarem diariamente a quantidade solicitada às usinas de asfalto para evitar desperdícios.
De acordo com a Sisep, as chuvas registradas nos últimos meses têm sido intensas e concentradas em curtos períodos, saturando o solo e acelerando o surgimento de novos buracos — um ciclo que transforma o tapa-buraco em uma corrida permanente contra o tempo e o clima.
Enquanto o céu não firma, a operação segue nas ruas, tentando devolver ao asfalto aquilo que a chuva insiste em levar embora.

