Audiência pública debate destino das barracas às margens da BR-163 em Anhanduí
Projeto de lei propõe tombamento para preservar atividade econômica e memória local
Entre o vai e vem de caminhões e viajantes, as barracas às margens da BR-163, no Distrito de Anhanduí, carregam mais do que produtos à venda — guardam histórias, sabores e a memória de famílias que vivem do comércio local há décadas. Agora, o futuro desses comerciantes será discutido em audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Campo Grande.
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O encontro acontece na quarta-feira (25), às 9h, no Ginásio de Esportes da Escola Municipal Isauro Bento Nogueira, na Rua Mairiporã, 986, e deve reunir moradores, vendedores, autoridades e representantes da comunidade para debater a permanência das barracas diante das obras de duplicação previstas para a rodovia.
A audiência foi proposta pelo vereador André Salineiro, autor do Projeto de Lei 12.252/25, que prevê o tombamento histórico das barracas tradicionais instaladas no trecho. A iniciativa busca reconhecer o conjunto como bem cultural de relevante interesse histórico, social, econômico e cultural.
Pelo projeto, qualquer intervenção, reforma, ampliação, modificação estrutural ou eventual remoção das barracas só poderá ocorrer com autorização prévia do órgão municipal competente, respeitando a legislação cultural, urbanística e ambiental.
Na justificativa da proposta, o parlamentar destaca que o comércio local se consolidou como um marco cultural de Anhanduí. As barracas são conhecidas pela venda de produtos artesanais, doces caseiros, conservas, pimentas e outros itens produzidos por famílias da região — atividade que mistura sustento econômico e tradição popular.
Além do impacto econômico, moradores defendem que o espaço representa parte da identidade do distrito, ponto tradicional de parada para viajantes e símbolo do modo de vida local.
A audiência será aberta ao público e poderá ser acompanhada presencialmente ou de forma online, com transmissão ao vivo pela TV Câmara, no canal 7.3, e pelo canal oficial da Casa de Leis no YouTube.
O debate deve definir não apenas o destino das barracas, mas também como conciliar desenvolvimento viário e preservação da história construída às margens da estrada.


