Sem fiscalização, interdição termina em desordem e carros avançam sobre calçadas
Bloqueio próximo à Escola Visconde de Cairu expôs falha na organização e imprudência de condutores
RESUMO
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A interdição da Rua Antônio Maria Coelho, em Campo Grande, causou transtornos no trânsito na manhã desta sexta-feira. A falta de orientação e sinalização adequada gerou confusão próximo à Escola Visconde de Cairu, que atende 240 alunos. Motoristas, sem alternativa, invadiram calçadas para desviar de uma tenda instalada na via, aparentemente para o Carnaval. A situação foi agravada pela ausência de agentes de trânsito e pela falta de comunicação prévia aos moradores, não constando no calendário oficial de interdições da Agetran.
A interdição da Rua Antônio Maria Coelho, entre as avenidas Calógeras e 14 de Julho, provocou confusão generalizada no trânsito na manhã desta sexta-feira (13), em Campo Grande. O bloqueio, feito sem sinalização clara e sem agentes orientando o fluxo, acabou transformando o trecho central em um cenário de desordem — agravado pela atitude de motoristas que ignoraram as regras e passaram a invadir calçadas para seguir viagem
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O ponto interditado fica em frente à tradicional Escola Visconde de Cairu, instituição com 107 anos de funcionamento e cerca de 240 alunos. Logo nas primeiras horas do dia, pais e funcionários encontraram o acesso bloqueado, sem qualquer comunicação prévia ou organização para o embarque e desembarque das crianças.
Dono da escola, Jorge Gonda, de 77 anos, afirma nunca ter presenciado uma interdição daquela forma. “Chegamos às 6h e já estava tudo fechado. Sempre que há mudanças no trânsito existe alguém orientando, permitindo a entrada de quem trabalha ou dos pais. Hoje não havia ninguém e não houve aviso”, relatou.
No local, não havia agente de trânsito ou aviso da interdição.
Falta de planejamento vira risco
Sem orientação, motoristas passaram a improvisar manobras perigosas. As grades colocadas para bloquear o acesso foram retiradas por alguns condutores, que tentaram avançar mesmo com o trecho interditado. Mais adiante, ao perceberem que a passagem continuava fechada, muitos retornavam em meio ao congestionamento ou simplesmente subiam nas calçadas para escapar do engarrafamento.
A prática, além de irregular, colocou pedestres em risco direto — principalmente crianças e responsáveis que circulavam na região escolar.
Invadir calçada é infração gravíssima prevista no Código de Trânsito Brasileiro, sujeita a multa e perda de pontos na carteira. Ainda assim, a pressa falou mais alto que a responsabilidade coletiva.
Tenda sem identificação aumenta dúvidas
Na esquina com a Rua 14 de Julho, uma tenda montada — aparentemente relacionada à programação de Carnaval — reforçou a sensação de improviso. O espaço não tinha identificação visível nem informações sobre o motivo da interdição, o que aumentou a confusão entre os motoristas.
O trecho também não constava no calendário oficial de bloqueios divulgado pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) para esta sexta-feira, o que levanta questionamentos sobre a comunicação e o planejamento da intervenção.
Entre falhas públicas e escolhas individuais
A ausência de agentes de trânsito e de sinalização adequada contribuiu para o colapso momentâneo da via. No entanto, especialistas apontam que a situação foi agravada pela postura dos próprios condutores, que optaram por ignorar regras básicas de segurança.
Em vez de buscar rotas alternativas, parte dos motoristas escolheu retirar obstáculos e transformar espaços destinados aos pedestres em vias improvisadas — atitude que amplia riscos e evidencia um problema recorrente no trânsito da Capital: a cultura da pressa acima da convivência urbana.
O resultado foi uma manhã de tensão, buzinas e insegurança justamente em frente a uma escola centenária, onde o trânsito deveria, por princípio, ser mais cauteloso e humano.
A Agência Municipal de Transporte e Trânsito informa que as interdições nas vias são, em sua maioria, solicitações realizadas por empresas e cidadãos. Cabe à Agetran analisar a viabilidade técnica de cada pedido e, após a devida autorização, comunicar previamente a população.
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Matéria editada às 8h58 para acréscimo de resposta da Agetran .

