Contribuintes pagam parcela do IPTU aguardando redução nas próximas cobranças
Câmara Municipal suspendeu o decreto da Prefeitura que alterava a forma de pagamento da taxa de coleta
Na manhã desta terça-feira (13), contribuintes voltaram a enfrentar filas na Central do Cidadão, em Campo Grande, em busca de atendimento e informações sobre o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) e a taxa de coleta de lixo. Mesmo após a Câmara Municipal suspender o novo modelo de cobrança da taxa para 2026, a maioria das pessoas ouvidas pela reportagem desconhecia a decisão e não aguardou uma possível redução para efetuar o pagamento.
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Contribuintes enfrentam filas na Central do Cidadão de Campo Grande em busca de informações sobre IPTU e taxa de lixo. Mesmo após a Câmara Municipal suspender o novo modelo de cobrança da taxa para 2026, muitos desconhecem a decisão e seguem com os pagamentos programados. A maioria dos cidadãos relata aumentos significativos nos valores e critica a qualidade do serviço de coleta. A Prefeitura prorrogou o prazo de vencimento da primeira parcela do IPTU e da taxa do lixo para pagamentos parcelados, e deverá regulamentar o ressarcimento dos valores pagos com base no novo modelo.
A cuidadora de idosos Ana Lúcia da Silva Siqueira, de 45 anos, contou que precisou faltar ao trabalho para tentar resolver pendências. Sem conseguir acessar o aplicativo da Prefeitura e sem receber o boleto em casa, ela afirmou não saber qual será o valor do imposto neste ano. “Não estava sabendo da decisão da Câmara, mas toda diminuição é válida. Daqui uns dias a gente não dá conta mais de pagar se continuar subindo assim”, disse.
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Moradora de um condomínio no Jardim Carioca, Ana Lúcia também criticou a cobrança da taxa de lixo. Segundo ela, a coleta ocorre três vezes por semana, mas não atende à demanda do local. “Aumenta a taxa, mas não aumenta a coleta. Fica lixo acumulado, fedendo, juntando bicho”, relatou.
O oficial de produção Paulo Henrique Duarte, de 45 anos, procurou a Central para parcelar o IPTU do imóvel da mãe. Segundo ele, o valor chegou a R$ 1.580, enquanto em 2025 o imposto havia sido de R$ 836. A mãe era isenta, mas faleceu em dezembro do ano passado. “As taxas que vão sendo embutidas no IPTU são bem pesadas”, avaliou. Paulo disse não concordar com a cobrança da taxa de lixo junto ao imposto e afirmou que, apesar de pagar agora, pretende retornar caso haja redução para verificar o ressarcimento. Ele também não tinha conhecimento da decisão da Câmara.

O autônomo Diego Brown, de 40 anos, disse acompanhar a discussão sobre o tema. Morador de Pedro Gomes, mas proprietário de um imóvel em Campo Grande, no bairro Vila Marli, ele contou que a esposa pagou a primeira parcela do IPTU no último dia 8. “Eu disse que a situação ainda estava indefinida na Câmara”, afirmou. Diego concorda com a redução da taxa e espera que haja desconto nas próximas parcelas. Segundo ele, em Pedro Gomes a taxa diminuiu sem prejuízo ao serviço. “Aqui aumentou e o serviço deixou a desejar”, comparou.
Na noite de segunda-feira (12), a Câmara Municipal de Campo Grande suspendeu o decreto da Prefeitura que alterava a forma de cobrança da taxa de coleta de lixo para 2026. Com a decisão, o cálculo volta a seguir o mapa do PSEI (Programa Setorial de Estruturação de Infraestrutura), em vigor desde 2018. O projeto também autoriza o ressarcimento dos valores pagos com base no novo modelo e o Executivo tem prazo de 10 dias para regulamentar a devolução.
Também nesta terça-feira, foi publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) a prorrogação do prazo de vencimento da primeira parcela do IPTU e da taxa do lixo, exclusivamente para quem optou pelo pagamento parcelado. A publicação, no entanto, trata apenas da alteração do cronograma e não contempla a mudança recente determinada pela Câmara, que ainda deverá resultar no recálculo dos valores cobrados.
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