Estacionar no Centro já custa quase o mesmo que uma hora nos shoppings
Valor representa cerca de 60% do que é cobrado no Shopping Campo Grande, onde a primeira hora é R$ 17,00

Quatro anos depois do fim do parquímetro em Campo Grande, estacionar nas quase 2.500 antigas vagas rotativas das ruas do Centro não custa nada, mas quem frequenta a região aponta a dificuldade de parar em uma delas e acompanha o aumento do preço dos estacionamentos, que hoje podem chegar a R$ 10,00 por hora.
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Estacionar no Centro de Campo Grande apresenta desafios, com preços que variam entre R$ 5,00 e R$ 12,00, dependendo do modelo do veículo. Apesar da gratuidade das vagas rotativas, a dificuldade em encontrar estacionamento e os altos preços nos estabelecimentos têm gerado insatisfação entre os frequentadores. A Prefeitura anunciou a volta do parquímetro, que deve aumentar o número de vagas para 3 mil, podendo chegar a 6,2 mil em seis anos. A tarifa inicial será de R$ 5,00, mas muitos moradores acreditam que a solução não resolverá a escassez de vagas e os preços elevados.
O valor representa cerca de 60% do que é cobrado no Shopping Campo Grande, onde a primeira hora é R$ 17,00 e as horas adicionais são R$ 3,00. A conta é simples: duas horas de estacionamento no Centro e no Shopping Campo Grande podem custar os mesmos R$ 20,00. Mas, se o tempo de permanência aumentar, quem estacionou no Centro por três horas vai pagar R$ 7,00 a mais.
O casal João Luzimar, de 64 anos, e Tereza Gonçalves, de 64 anos, aponta que os preços do estacionamento do Centro estão competindo com o que é pago nos shoppings da Capital. Na manhã desta quarta-feira (21), eles deixaram o carro em um estacionamento que cobra R$ 8,00 por hora. "Já é quase o mesmo preço", avalia João.

Apesar do aumento, eles sempre deixam o carro no estacionamento e, mesmo com a volta do parquímetro anunciada no ano passado, eles continuaram escolhendo essa opção. A justificativa é o conforto. Para João, o funcionamento da cobrança dificulta a adesão. "Vai ser difícil para recarregar, você tem que ir não sei quantas quadras para achar um lugar para recarregar. Para a gente que está com mais idade, é muita burocracia, acaba sendo mais fácil estacionar ali e pagar os R$ 8,00", completa.
O gerente Lyncon Almeida, de 40 anos, reconhece que o valor cobrado nos shoppings ainda é mais caro, porém, para ele, o que é cobrado no Centro também está caro. "O shopping está quase o dobro, aqui estou pagando cerca de 6,20, enquanto lá está entre R$ 14,00 e R$ 17,00", compara.
Nas principais ruas do Centro, a reportagem ainda encontrou estacionamentos cobrando R$ 8,00 e R$ 5,00 por hora. Um dos estabelecimentos ainda diferenciou o valor cobrado por modelo de carro, sendo R$ 12,00 para as caminhonetes.
Por morar perto da região, Arquimedes Lima, de 70 anos, evita ir de carro no Centro e, sempre que precisa, acha difícil encontrar vaga. Para ele, o preço cobrado nos estacionamentos é absurdo. "Esses dias eu coloquei em um aqui e paguei 48 reais em três horas", conta.
Ele acredita que a volta do parquímetro não vai solucionar o problema. "São poucas garagens, mesmo assim as pessoas vão ter que procurar garagem. O problema todo é que são poucas garagens e pessoas cobram um preço absurdo, então ficamos na mão deles, não adianta", disse.
Já Mírio Higute, de 82 anos, prefere deixar o carro nas vagas da rua, mas reconhece que é difícil encontrar uma quando vai ao Centro. Para estacionar na manhã de hoje, ele precisou deixar o carro longe. "Estou indo a pé, eu pagava quando era na rua, nunca uso estacionamento", relatou.
Em novembro do ano passado, a Prefeitura de Campo Grande detalhou como será implantada a volta do parquímetro. O número de vagas vai aumentar para 3 mil. O total poderá ser ampliado gradualmente, chegando a 6,2 mil vagas ao longo de seis anos, desde que haja justificativa técnica e análise da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e da Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados).
Já a tarifa inicial será de R$ 5,00. O total poderá ser ampliado gradualmente, chegando a 6,2 mil vagas ao longo de seis anos, desde que haja justificativa técnica e análise da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e da Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados).
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