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Capital

Fumacê percorre 6 bairros da Capital nesta quinta para conter avanço da dengue

Santo Antônio, Sobrinho, Taveirópolis, Parati, Piratininga e Guanandi estão na rota

Por José Cândido | 19/03/2026 12:30
Fumacê percorre 6 bairros da Capital nesta quinta para conter avanço da dengue
Veículo do fumacê percorre ruas de Campo Grande no fim da tarde; ação busca reduzir a população do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O combate ao mosquito não espera o inverno chegar. Em Campo Grande, a resposta vem no fim da tarde, quando o barulho do fumacê cruza ruas e bairros em uma tentativa direta de frear o avanço das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

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O combate ao Aedes aegypti em Campo Grande intensifica-se com a aplicação de fumacê em seis bairros da capital. A ação, realizada pela Gerência de Controle de Endemias Vetoriais, visa eliminar mosquitos adultos, principalmente as fêmeas transmissoras de dengue, zika e chikungunya.Embora seja uma medida importante, o fumacê não elimina ovos e larvas, reforçando a necessidade de ações preventivas nas residências. A população deve manter portas e janelas abertas durante a aplicação, que ocorre entre 16h e 22h, e continuar eliminando possíveis criadouros do mosquito.

Nesta quinta-feira (19), a Prefeitura reforça as ações contra dengue, zika e chikungunya com a aplicação do inseticida por meio do UBV (ultrabaixo volume), técnica popularmente conhecida como fumacê. As equipes da Gerência de Controle de Endemias Vetoriais (GCEV), ligada à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), vão percorrer seis bairros da Capital entre 16h e 22h.

A rota inclui Santo Antônio, Sobrinho, Taveirópolis, Parati, Piratininga e Guanandi — regiões onde o monitoramento aponta maior necessidade de intervenção neste momento.

A estratégia mira o elo mais visível da cadeia: o mosquito adulto, especialmente as fêmeas, responsáveis pela transmissão das arboviroses. Ainda assim, o efeito não é completo. O fumacê não elimina ovos e larvas, o que mantém o alerta para a necessidade de ações contínuas dentro das casas.

Para aumentar a eficácia do inseticida, a orientação é simples e direta: abrir portas e janelas durante a passagem do veículo. Isso permite que o produto alcance os pontos onde o mosquito costuma se esconder, como cortinas, atrás de móveis e áreas sombreadas.

A aplicação, no entanto, depende das condições climáticas. Chuva, vento forte ou neblina podem comprometer a dispersão do inseticida e levar ao adiamento da ação.

Apesar de ser uma ferramenta importante no controle emergencial, o fumacê é tratado como medida complementar. O enfrentamento mais eficaz ainda começa dentro de casa, com a eliminação de água parada — ambiente ideal para a reprodução do mosquito.

Em um cenário de aumento precoce de casos respiratórios e pressão sobre o sistema de saúde, o combate ao Aedes segue como uma corrida contra o tempo — e contra a negligência cotidiana.