Movimento Sem-Terra bloqueia BR-163 em Campo Grande
Rodovia segue interditada nos dois sentidos; grupo cobra avanço na reforma agrária
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Manifestantes sem-terra bloquearam a BR-163, em Campo Grande, na madrugada desta sexta-feira (20), interditando a rodovia entre os quilômetros 463 e 466 no sentido sul. Os manifestantes, que atearam fogo em objetos na pista, reivindicam avanços na reforma agrária, incluindo a liberação de R$ 2 bilhões para aquisição de terras e investimentos em habitação e poços artesianos. Integrantes de movimentos como MST, UGT, FAFER e MSTB exigem também programas de moradia rural, apoio produtivo para mulheres e fortalecimento de cooperativas. O grupo prometeu manter a mobilização até que o Incra apresente soluções para suas demandas. O trânsito segue interrompido, com orientação para uso de rotas alternativas.
Manifestantes sem-terra bloquearam a BR-163, em Campo Grande, pouco depois da rotatória na saída para São Paulo, durante a madrugada desta sexta-feira (20). Conforme imagens enviadas ao Campo Grande News, a pista está totalmente fechada e já há congestionamento.
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No portal da concessionária Motiva há o aviso de que a pista está bloqueada do km 466 ao km 463 sentido sul com o tráfego interditado. “Manifestação com rodovia interditada, use rotas alternativas. km inicial 466/ km final 463”, diz o comunicado.
Leitor que não se identificou enviou imagem pelo canal Direto das Ruas por volta das 4h20 de hoje. Ele relatou que os manifestantes são do movimento sem-terra e atearam fogo em objetos na pista.
Em postagem no Instagram, o MST-MS (Movimento Sem-Terra de Mato Grosso do Sul), confirmou o fechamento da pista. No texto, o grupo relata que o mês de março é marcado pela luta das mulheres e são elas que estão na linha de frente da mobilização.
"Reafirmando o protagonismo das trabalhadoras do campo na defesa da reforma agrária, da produção de alimentos e da justiça social. A mobilização denuncia a demora nas respostas para as famílias acampadas, a paralisação de processos e a falta de políticas públicas que garantam terra, moradia e condições dignas para a produção", diz a postagem.
O grupo ainda afirma que segue mobilizado e afirma que continuará até que haja medidas concretas para destravar a reforma agrária em Mato Grosso do Sul.
Ao Campo Grande News, a concessionária Motiva afirmou que a pista está totalmente interditada e o tráfego está interrompido nos dois sentidos com aproximadamente 150 pessoas bloqueando a rodovia. Equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) já está no local e negocia com os manifestantes a liberação da via.
"No momento, a passagem é permitida apenas para ambulâncias. Equipes da Motiva Pantanal atuam no apoio à ocorrência, realizando a sinalização e orientando os clientes. A retenção de tráfego chega a cerca de 3 quilômetros no sentido sul e 1 quilômetro no sentido norte. Ainda não há previsão de liberação", relata a concessionária em nota.
Como alternativa de rota, a orientação é que os motoristas usem desvios: no sentido norte o acesso fica no km 461, com saída para a MS-040 e no sentido sul o acesso é no km 466, saída para Sidrolândia.
Manifestações - No último dia 16 de março, famílias que integram a Frente Unitária Agrária do Estado estiveram em frente ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), na Vila Glória, em Campo Grande, para cobrar avanços na reforma agrária em Mato Grosso do Sul.
A principal reivindicação era a liberação de R$ 2 bilhões para aquisição de áreas destinadas à reforma agrária no estado. Integram o grupo o MST (Movimento dos Sem Terra), UGT (União Geral dos Trabalhadores), FAFER (Federação dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais) e MSTB (Movimento Sem Terra Brasileiro).
Entre as reivindicações também estavam investimentos em habitação nos assentamentos e perfuração de poços artesianos. “Queremos que nos assentamentos aconteça desenvolvimento, principalmente nas habitações e na questão dos poços artesianos”, afirmou.
Além de pedirem ampliação de programas de moradia rural, apoio produtivo às mulheres do campo e fortalecimento de cooperativas nos assentamentos.
Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.
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