Menino autista é agredido por colega e pais na saída de aula
Caso mobilizou Conselho Tutelar após vítima apresentar lesões pelo corpo; família pede medidas protetivas
A polícia investiga agressão a um adolescente autista, de 12 anos, na manhã de terça-feira (12), dentro e nas proximidades da Escola Municipal Antônio Lopes Lins, em Campo Grande. O caso, que começou com um desentendimento em sala de aula, terminou com o estudante ferido após ser atacado também por um adulto, na saída da unidade escolar.
RESUMO
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Um adolescente autista de 12 anos foi agredido dentro e nas proximidades da Escola Municipal Antônio Lopes Lins, em Campo Grande, após ser acusado de furtar o lanche de um colega. O incidente começou com uma rasteira em sala de aula e se agravou quando os pais do agressor atacaram o menino em um ponto de ônibus próximo à escola. A vítima sofreu múltiplas lesões pelo corpo, confirmadas por exame de corpo de delito. O caso foi posteriormente encaminhado ao Conselho Tutelar, que solicitou medidas protetivas de urgência. A escola sugeriu a transferência de período do aluno agredido, gerando preocupação quanto ao tratamento dado ao incidente.
Conforme relato, durante o período de aula, um colega acusou o menino de ter furtado seu lanche. Em meio à discussão, o estudante foi derrubado com uma rasteira, sofrendo queda e um hematoma na boca.
Após o fim das aulas, enquanto aguardava no ponto de ônibus próximo à escola, a situação se agravou. Um veículo parou nas imediações e o pai do colega de sala que havia o agredido na escola desembarcou. O homem desferiu um golpe contra o adolescente, que caiu novamente. Em seguida, a mãe também saiu do carro e passou a agredir o menino.
A vítima sofreu diversas lesões pelo corpo, atingindo costas, pernas, braços e rosto. A agressão só foi interrompida após a intervenção de outras pessoas que passavam no momento.
A mãe do adolescente foi informada e compareceu à escola. Inicialmente, segundo o registro, a unidade não formalizou a ocorrência em ata nem acionou o Conselho Tutelar, o que ocorreu apenas posteriormente, após o órgão tomar conhecimento por terceiros e solicitar os devidos encaminhamentos.
O estudante foi ouvido por meio de escuta especializada e passou por exame de corpo de delito, que confirmou lesões corporais. A ocorrência foi acompanhada por conselheira tutelar e pela responsável legal da vítima, que solicitou medidas protetivas de urgência.
O caso também foi acompanhado por uma assistente social de uma instituição onde o adolescente é atendido. Segundo o relato, a mãe procurou ajuda em estado de desespero e recebeu orientação para registrar boletim de ocorrência.
Ainda de acordo com a profissional, durante atendimento na escola, houve sugestão para que o aluno fosse transferido de período, o que gerou preocupação quanto à condução do caso, já que, na avaliação, a vítima estaria sendo tratada como responsável pela situação.
A criança foi encaminhada para atendimento na Santa Casa e teve as lesões registradas por meio de fotografias. O caso segue sob acompanhamento dos órgãos competentes.
A reportagem encaminhou e-mail com pedido de informações sobre o caso à Semed (Secretaria Municipal de Educação) e aguarda retorno.
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