Alvo da PF, policial civil já havia sido preso por contrabando em 2024
Edivaldo Quevedo da Fonseca estava cumprindo medidas cautelares e compareceu em juízo dia 9 de março
Preso nesta quarta-feira (18) durante operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal que investiga um esquema milionário de contrabando, o policial civil Edivaldo Quevedo da Fonseca já havia sido detido em dezembro de 2024 transportando mercadorias ilegais em Mato Grosso do Sul. O servidor é lotado na 5ª Delegacia da Capital.
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O policial civil Edivaldo Quevedo da Fonseca foi preso durante a operação Iscariotes, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga esquema de contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro. O servidor, lotado na 5ª Delegacia da Capital, já havia sido detido em dezembro de 2024 transportando mercadorias ilegais em Mato Grosso do Sul. A operação mobilizou 200 policiais federais, que cumpriram 90 ordens judiciais, incluindo 31 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão preventiva. Foram bloqueados bens avaliados em R$ 40 milhões, incluindo imóveis, veículos e empresas. O esquema envolvia policiais civis e militares, ativos e aposentados.
O servidor foi alvo da ofensiva que cumpriu mandados na 5ª Delegacia da Capital, onde ele é lotado, e teve como foco organização criminosa suspeita de atuar com contrabando, corrupção e lavagem de dinheiro, com participação de agentes de segurança pública.
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No entanto, em 27 de dezembro de 2024, ele já havia sido preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal, em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, transportando grande quantidade de celulares e outros eletrônicos de origem estrangeira sem documentação fiscal.
Segundo a investigação, os produtos estavam escondidos em compartimentos preparados no veículo, o que levantou suspeitas de uma atividade organizada de transporte ilegal de mercadorias. Na ocasião, o policial foi autuado por descaminho.
Como o crime tem pena máxima de até quatro anos, foi arbitrada fiança, que acabou sendo paga, permitindo que ele respondesse ao inquérito em liberdade, mas teve medidas cautelares impostas pela Justiça Federal.
Entre as medidas estava a obrigação de comparecimento mensal em juízo. De acordo com os autos, o policial vinha cumprindo a determinação. O último dia em que esteve em juízo para comprovar endereço e emprego foi no dia 9 de março deste ano.
Além disso, as provas do inquérito foram posteriormente compartilhadas com a Corregedoria da Polícia Civil, que instaurou procedimento administrativo disciplinar contra o servidor.
Agora, com a nova fase da investigação conduzida pela Polícia Federal, o policial volta a ser preso, desta vez sob suspeita de integrar um esquema mais amplo de contrabando envolvendo agentes públicos.
Iscariotes – Durante a operação desta quarta-feira (18), 200 policiais federais cumpriram cerca de 90 ordens judiciais, sendo 31 mandados de busca e apreensão, 4 mandados de prisão preventiva, 1 monitoramento eletrônico, 2 afastamentos de função pública, 6 suspensões de porte de arma e bloqueio de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas, que somam cerca de R$ 40 milhões.
A investigação revelou esquema envolvendo policiais civis e militares, da ativa e aposentados, para transportar mercadorias ilegais. O grupo ainda atuava na lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos valores obtidos com a prática criminosa.
Os policiais estiveram em endereços no Bairro Universitário e no condomínio Alphaville, além dos 4 boxes no Camelódromo e duas lojas em um posto de gasolina pertencentes a Clenio Alisson Tavares e o filho dele Brendon Alisson Medeiros Tavares.
Além das delegacias onde foram presos Edivaldo e o também policial civil Célio Rodrigues Monteiro, o "Manga Rosa", eles atuavam desde o fornecimento e monitoramento indevido de informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais até o transporte físico das mercadorias, com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo.
Célio teve o mandado cumprido na unidade de Sidrolândia para onde foi transferido após ser alvo da operação Snow, deflagrada em março de 2024. No entanto, quatro anos antes, ele foi preso na operação Omertà. Manga Rosa foi acusado de lavagem de dinheiro do grupo ligado à exploração do jogo do bicho, mas acabou sendo inocentado em primeiro e segundo graus.
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