Morador asfalta só a frente de casa após vaquinha com vizinhos fracassar
A primeira ideia era pavimentar a quadra toda, depois de muito esperar por uma obra pública

Após anos de espera por pavimentação asfáltica, morador da Rua dos Estudantes, no Bairro Jardim Itatiaia, decidiu asfaltar a frente da própria casa. Segundo vizinhos, ele também ofereceu o serviço aos demais moradores da via, que poderiam arcar com os custos da obra através de vakinha, mas ninguém participou.
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Morador do Jardim Itatiaia, em Campo Grande, decidiu asfaltar a frente de sua residência após anos de espera pela pavimentação prometida pela prefeitura. O proprietário ofereceu aos vizinhos a possibilidade de participarem do projeto através de uma vaquinha, mas não obteve adesão. Moradores da Rua dos Estudantes relatam que pagam IPTU como se a via fosse pavimentada e, há dois anos, também arcam com taxa de esgoto. Segundo a aposentada Rosângela Pereira, promessas de asfaltamento são feitas há 17 anos, sem concretização. A prefeitura não se manifestou sobre previsão de obras no local.
O morador que tomou a iniciativa preferiu não se pronunciar. Já a aposentada Rosângela Pereira, de 55 anos, que vive no local desde 2008, afirmou que a promessa de asfalto é antiga e que os moradores estão cansados de aguardar ações do poder público.
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“Tem a promessa de asfalto e essa promessa eu não sei onde está, porque asfalto nunca tem. Nem pavimentação de cascalho você vê na rua. Quando a situação melhora um pouco é porque nós mesmos compramos pedra e arrumamos, porque fica impossível entrar em casa”, relatou a aposentada.
Rosângela contou que também gostaria de ter asfaltado a frente da própria residência, mas não teve condições financeiras para isso. Ela afirmou ainda que os moradores pagam IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) "como se a rua já fosse pavimentada" e que, há cerca de dois anos, também arcam com a tarifa de esgotamento sanitário, com a promessa de que o asfalto chegaria em seguida.

“Já tem 17 anos que falaram que iam passar o asfalto no ano seguinte. Todo ano é o ano seguinte e, nessa, sabe Deus quando vai ser. Quem tem melhor poder aquisitivo consegue arrumar a entrada da casa, e quem não tem fica comprando pedra aqui e ali para amenizar um pouco”, disse.
Os moradores também relatam receio de realizar melhorias por conta própria e perder o investimento. Segundo Rosângela, em algumas ocasiões, materiais colocados na via foram retirados durante serviços de patrolamento. “Quantas vezes foram compradas aquelas pedrinhas e, quando a patrola passa, eles tiram e levam embora. Tem vezes que a vizinha nem consegue entrar em casa”, afirmou.
A reportagem entrou em contato com a prefeitura para saber se há previsão de pavimentação para a rua, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
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