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Capital

“O sangue está nas mãos de quem furou o sinal”, diz irmã de motociclista morta

Acidente com ônibus ocorreu em cruzamento da Brilhante, Gabriele estava indo ao local de trabalho

Por Gabi Cenciarelli e Geniffer Valeriano | 27/03/2026 15:07
“O sangue está nas mãos de quem furou o sinal”, diz irmã de motociclista morta
Gabriele era assistente administrativa e morreu a caminho do trabalho (Foto: Redes Sociais)

A morte da assistente administrativa Gabriele Pinzan, de 33 anos, atingida por um ônibus na manhã desta sexta-feira (27), na Rua Brilhante, em Campo Grande, deixou a família em choque e tomada pela dor. Ela seguia para o trabalho quando teve a vida interrompida no cruzamento com a Rua Argemiro Fialho, na Vila Bandeirantes. “Ela só ia trabalhar”. A frase, repetida pela família, resume o sentimento de revolta diante da perda repentina.

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Uma assistente administrativa de 33 anos morreu após ser atingida por um ônibus na Rua Brilhante, em Campo Grande. Gabriele Pinzan seguia para o trabalho de moto quando foi atingida no cruzamento com a Rua Argemiro Fialho, na Vila Bandeirantes. Segundo testemunhas, o ônibus avançou o sinal vermelho. A vítima havia acabado de comprar a casa própria e deixa um sobrinho de 7 anos. O Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público, informou que colabora com as investigações e presta assistência à família.

Irmã da vítima, Caroline Pinzan descreve uma mulher cheia de planos, que vivia um momento especial. “Ela era uma pessoa alegre, de bem com a vida, comunicativa. Tinha acabado de comprar a casa própria, super positiva, amiga de todo mundo. Vai fazer imensa falta”, disse.

A dor ganha um peso ainda maior dentro de casa. O sobrinho de Gabriele, de apenas 7 anos, ainda não sabe que perdeu a tia que tanto amava. “Ele amava muito ela. Ainda não sabe do que aconteceu”, contou a irmã.

Além do luto, a família busca respostas e responsabilização. “Até o momento não temos informações sobre o motorista, somente que ele foi detido no local. Ela usava a moto para trabalhar e estava a caminho do serviço”, afirmou.

A cobrança por justiça é direta. “Isso que ocorreu é corriqueiro. Cobraremos por justiça até o fim. O sangue da minha irmã está nas mãos de uma pessoa que assumiu o risco ao furar o sinal vermelho”, declarou Caroline.

“O sangue está nas mãos de quem furou o sinal”, diz irmã de motociclista morta
Corpo da vítima é coberto com lençol, próximo ao ônibus (Foto: Juliano Almeida)

Testemunha afirma que o ônibus avançou o sinal vermelho antes de atingir a motociclista. O impacto foi violento e, apesar das tentativas de reanimação por cerca de 30 minutos, Gabriele não resistiu.

Em nota, o Consórcio Guaicurus lamentou o acidente e informou que colabora com as investigações, além de prestar assistência à família.

No local, o motorista foi encaminhado à delegacia para prestar depoimento. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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