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Capital

Policial penal nega assédio e diz que foi alvo de tentativa de extorsão

Após denúncia, servidor afirma que jovem pediu dinheiro e diz não ter cometido importunação sexual

Por Gabi Cenciarelli | 08/03/2026 16:55
Policial penal nega assédio e diz que foi alvo de tentativa de extorsão
Conversa onde mulher aparece apagando mensagens (Foto: Arquivo Pessoal)

Após vir a público a denúncia de importunação sexual feita por uma jovem de 21 anos, um servidor do sistema penitenciário estadual, de 39 anos, procurou o Campo Grande News para negar as acusações e afirmar que foi alvo de tentativa de extorsão.

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Um policial penal de 39 anos nega acusação de importunação sexual feita por uma jovem de 21 anos em Campo Grande. O servidor afirma ter sido alvo de tentativa de extorsão após videochamada consensual relacionada a uma vaga de emprego no estabelecimento de sua esposa. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, com dois boletins de ocorrência registrados: um por importunação sexual, feito pela jovem na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, e outro por extorsão, registrado pelo policial. O servidor alega que o episódio causou impactos em sua vida profissional e familiar.

A jovem registrou boletim de ocorrência na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e afirmou que o homem teria mostrado o órgão genital e se masturbado durante uma videochamada feita pelo WhatsApp, após conversas sobre uma vaga de emprego em um estabelecimento em Campo Grande.

Em entrevista à reportagem, o servidor disse que a ligação ocorreu após troca de mensagens relacionadas à possível contratação no estabelecimento administrado pela esposa dele. Segundo ele, a jovem havia participado de entrevista anteriormente, mas não foi selecionada porque a vaga acabou sendo preenchida.

Policial penal nega assédio e diz que foi alvo de tentativa de extorsão

De acordo com o relato, semanas depois ela voltou a entrar em contato perguntando sobre a vaga e os dois retomaram a conversa pelo WhatsApp, o que teria levado à chamada de vídeo.

O servidor afirma que a ligação foi consensual e durou cerca de 12 minutos. “Se fosse algo forçado, ela teria desligado na hora. Você ficaria em uma ligação, depois de ser assediada, por 12 minutos?", afirmou.

Segundo ele, durante a conversa a jovem também teria se exposto e, ao final da chamada, passou a pedir dinheiro ou a garantia de contratação. “Ela perguntou o que iria ganhar com aquilo. Disse que eu podia contratar ela ou mandar um pix”, relatou.

O homem afirma que recusou qualquer pagamento e encerrou a ligação. Pouco tempo depois, segundo ele, o vídeo foi enviado ao celular do estabelecimento, utilizado para contato com candidatas à vaga, o que fez com que a esposa dele tomasse conhecimento do episódio.

Após a situação, o servidor afirma que procurou a delegacia e registrou um boletim de ocorrência por extorsão. Ele sustenta que a denúncia de importunação sexual foi registrada pela jovem apenas horas depois.

Durante a entrevista, o homem disse que nunca respondeu a processos ou sofreu punições disciplinares e que a acusação contraria sua trajetória pessoal. “Tenho 39 anos e nunca tive histórico de nada. Quem me conhece sabe do meu caráter”, afirmou. Ele também destacou a ligação com a igreja e disse que sempre manteve vida familiar estável.

“Sempre fui músico na igreja desde os 11 anos. Sou homem de família. Jamais faria algo assim,” declarou. Segundo o servidor, a repercussão do caso trouxe impactos pessoais e profissionais. Ele afirma ter perdido função no trabalho e diz que familiares também foram afetados.

“Minha filha não quer ir para a escola por causa dos comentários. Estão me chamando de estuprador. Acabaram com a minha reputação”, disse. O caso segue em investigação pela Polícia Civil. A denúncia registrada pela jovem foi classificada como importunação sexual, enquanto o boletim citado pelo servidor relata suspeita de extorsão.

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