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Política

Reajuste salarial no Judiciário seguirá o mesmo mês do Executivo

TJMS enviou projeto de lei à Assembleia para mudar data-base para maio

Por Maristela Brunetto | 09/03/2026 12:32
Reajuste salarial no Judiciário seguirá o mesmo mês do Executivo
Judiciário quer mudar data-base para reajuste salarial para acompanhar Poder Executivo (Foto: Arquivo/ Henrique Kawaminami)

O TJMS ( Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) enviou projeto de lei à Assembleia Legislativa para mudar a data-base de reajuste do salário dos servidores para acompanhar a correção feita anualmente pelo Poder Executivo. Tradicionalmente, os funcionários da Justiça recebiam o reajuste em março. Sendo aprovado o texto, será utilizado como padrão o mês de maio.

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) enviou um projeto de lei à Assembleia Legislativa para alterar a data-base do reajuste salarial dos servidores, que tradicionalmente ocorria em março, para maio. A mudança visa alinhar o calendário ao do Poder Executivo, evitando dificuldades operacionais e burocráticas, como a elaboração de folhas complementares e o cumprimento de obrigações fiscais perante a Receita Federal.O presidente do TJMS, desembargador Dorival Pavan, destacou que a uniformização trará maior eficiência e racionalidade aos processos administrativos. O Judiciário estadual conta com aproximadamente 5,8 mil servidores e uma folha de pagamento estimada em R$ 116,1 milhões em agosto do ano passado, valor que consta em edital para contratação de um banco para gerir os pagamentos.

A mensagem do presidente do TJMS, desembargador Dorival Pavan, aponta que a diferença de data-base “tem gerado dificuldades operacionais recorrentes, inclusive no tocante ao cumprimento de obrigações acessórias perante a Receita Federal e à necessidade de elaboração de folhas complementares, com impactos negativos à eficiência administrativa.” No caso do imposto de renda, ele é retido na fonte pelo Poder Executivo e enviado à União, que posteriormente faz o ressarcimento.

Pavan segue apontando que a uniformização do reajuste trará “maior racionalidade, eficiência e segurança aos procedimentos administrativos e sistêmicos deste Poder Judiciário, em consonância com os princípios da eficiência e da boa governança pública.”

O Judiciário tem cerca de 5,8 mil servidores e uma folha estimada em R$ 116,1 milhões, valor de agosto do ano passado, incluído em um edital para a contratação de banco para gerir a folha de pagamento.