Preso em ação contra golpe em obras de luxo pagou fiança de R$ 10 mil
Francisco Sobreira Pita Neto, 43 anos, optou pelo silêncio durante o depoimento na sede da Garras
Alvo da operação Abalo Sísmico e preso em flagrante com arma, munições e R$ 700 mil em espécie, o empresário Francisco Sobreira Pita Neto, 43 anos, acabou solto depois de pagar fiança. A ação foi deflagrada pela Garras (Delegacia de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) que investiga prejuízo de R$ 5 milhões em canteiro de obras da HVM Incorporações em Campo Grande.
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Empresário Francisco Sobreira Pita Neto foi preso em flagrante durante operação Abalo Sísmico, em Campo Grande (MS), com arma, munições e R$ 700 mil em espécie. Ele pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado no mesmo dia. A operação investiga prejuízo de R$ 5 milhões em obras de luxo da HVM Incorporações, envolvendo superfaturamento e furto de materiais. Entre os investigados está o engenheiro Kembo Ganem, responsável técnico da empresa. A incorporadora garante que manterá prazos e padrões construtivos acordados.
Conforme o registro policial, Francisco foi alvo de mandados de busca. Na casa onde mora com a família, no Bairro Nova Lima, os policiais encontraram uma arma de fogo calibre 22 e nove munições. Já na chácara do empresário localizada no Bairro Chácara dos Poderes foram apreendidas mais 32 munições do mesmo calibre.
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Quando a equipe esteve na residência, encontrou o empresário e a família no local. Os policiais também encontraram R$ 700 mil em espécie na casa. Ele não ofereceu resistência, mas acabou detido em flagrante e levado para a sede da Garras. Lá, optou por ficar em silêncio durante o depoimento ao delegado Pedro Henrique Pillar Cunha.
Ainda na delegacia, o delegado decidiu arbitrar fiança ao empresário que pagou R$ 10 mil e foi liberado. O alvará de soltura foi cumprido ainda na terça-feira (3), data em que foram cumpridas as ordens judiciais da operação.
Abalo Sísmico – As equipes policiais foram às ruas para cumprir 11 mandados de busca e apreensão em residências e empresas em Campo Grande (MS) e Votorantim, Campinas e Sorocaba, no interior de São Paulo. Seis alvos das investigações também foram comunicados de restrições impostas pela Justiça, como a proibição de se comunicarem entre eles, para que não fossem presos.
Um deles é Francisco, que é dono de uma transportadora e de uma empresa de aluguel de maquinário na Capital. O Campo Grande News conseguiu o nome de outro investigado: o engenheiro civil Kembo de Souza Ganem, de 50 anos. Em currículo disponibilizado na internet, ele diz ter 27 anos de experiência em gerenciamento de projetos e, para a HVM, trabalha como responsável pela área técnica da companhia e pela gestão de orçamentos e suprimentos, por exemplo.
De acordo com as investigações, superfaturamento de orçamentos e furtos de material que deram prejuízo milionário à incorporadora aconteceram em canteiro de obras no Jardim dos Estados. A HVM tem quatro empreendimentos no bairro, dois deles em construção e outros dois já terminados.
O edifício Downtown Boutique Studios, que ainda está sendo erguido, terá 22 andares com 220 moradias na modalidade estúdio, com tamanhos de 36 a 52 metros quadrados. Já o prédio Anthology está sendo construído com 21 andares e imóveis residenciais de até 167 metros quadrados, além de 29 salas comerciais de até 229 metros quadrados. Um apartamento neste último edifício está anunciado por R$ 2.230.000,00.
Ainda no Jardim dos Estados, a empresa ergueu os condomínios Dom e Três Meia Zero. No último, um apartamento custa R$ 1,3 milhão.
A empresa não informou qual empreendimento foi alvo dos investigados, mas segundo a polícia, trata-se de obra iniciada há cerca de 1 ano. A HVM garante que, apesar do golpe, os prazos estabelecidos serão cumpridos, bem como os padrões construtivos acordados com os clientes.


