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Direto das Ruas

Furtos de fios deixam escola sem energia há mais de 1 mês no Jardim Noroeste

Instituição deixou de fazer matrículas e cadastrar passes de estudantes devido ao problema, relatam pais

Por Cassia Modena | 05/02/2026 08:35
Furtos de fios deixam escola sem energia há mais de 1 mês no Jardim Noroeste
Pátio da Escola Rachid, no Noroeste, durante evento de inauguração de mais salas de aula (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Mães do Jardim Noroeste, em Campo Grande, estão preocupadas com possível adiamento do início das aulas na Escola Municipal Rachid Saldanha Derzi, onde a fiação elétrica foi furtada duas vezes entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano.

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Escola Municipal Rachid Saldanha Derzi, no Jardim Noroeste em Campo Grande, está sem energia elétrica há mais de um mês devido a dois furtos de fiação ocorridos entre dezembro e janeiro. A situação tem prejudicado serviços administrativos e gerado preocupação sobre o início do ano letivo. Pais relatam dificuldades para realizar matrículas e cadastrar passes de ônibus. A prefeitura instalou segurança no local após os incidentes, mas ainda não há previsão para reposição dos fios. O problema também afeta outras instituições da região, como a Escola Municipal de Ensino Infantil Elza Francisca.

A autônoma Thaiza Francisca, 35 anos, é uma delas e relata que a instituição está às escuras durante a noite há mais de um mês. "Falaram que as aulas voltam em 9 de fevereiro, mas, como? Se até agora o problema da energia elétrica não foi resolvido?", questiona.

Outra mãe, que preferiu não se identificar, contou que foi até a escola ontem (4) e encontrou funcionários trabalhando no pátio porque não havia eletricidade na secretaria escolar. Ainda segundo ela, o problema persiste nesta manhã (5). Ela mora a poucos metros da instituição.

Num grupo de WhatsApp em que os moradores compartilham informações sobre a região, as mulheres ouviram áudios de pais contando que não conseguiram fazer matrícula de alunos novos ou cadastrar o passe de ônibus dos estudantes porque a escola estava fechada, e a falta de energia elétrica era o motivo.

Um dos depoimentos ouvidos pelas moradoras afirma que funcionários estavam usando extensões para puxar energia das salas de aula, onde ainda havia eletricidade disponível. Porém, após o segundo furto, nem isso foi possível.

Reclamações - Pai de aluno e presidente da Associação de Moradores do Bairro Leon Denizard do Conte, vizinho ao Noroeste, Jhonny Lopes tem recebido diversas reclamações de quem não conseguiu fazer matrícula na Escola Rachid e também está preocupado com o retorno às aulas.

O representante dos moradores afirma que o furto de fios é frequente na região, e que atinge também residências, comércios e, recentemente, a Emei (Escola Municipal de Ensino Infantil) Elza Francisca.

Jhonny afirma que a segurança foi reforçada na instituição após os furtos. "Primeiro, a prefeitura colocou um guarda municipal que ficou uns dias. Depois, veio um segurança", diz. Quanto à reposição dos fios furtados, ele chegou a fazer o pedido diretamente à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, mas não recebeu retorno até o momento.

O que diz a prefeitura - A reportagem perguntou à assessoria de imprensa da prefeitura quando a situação será selecionada e se a segurança nas escolas da região será reforçada. Ainda não houve resposta. O espaço segue aberto.

Esse caso foi sugerido por leitor que enviou mensagem pelo canal Direto das Ruas.