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Existe limite para usar tirzepatida? Médica explica o que ninguém conta

Uso sem orientação e com foco apenas estético pode causar inflamações e até pancreatite

Por Clayton Neves | 05/02/2026 07:45
Existe limite para usar tirzepatida? Médica explica o que ninguém conta
Mounjaro possui como princípio ativo a tirzepatida, que reduz o apetite. (Foto: Freepik)

Quando usada para emagrecimento, a tirzepatida não é uma “injeção sem prazo”, mas também não tem um tempo fixo e igual para todo mundo. Segundo a médica Krislere Gomes da Silva, o ponto central não é apenas quanto tempo usar, e sim como e em quais condições a medicação é utilizada.

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A tirzepatida, medicamento aprovado para tratamento de obesidade e diabetes, requer acompanhamento médico constante e não tem prazo fixo de uso. Segundo a médica Krislere Gomes da Silva, o medicamento pode ser utilizado por períodos prolongados, desde que haja monitoramento adequado, exames regulares e suporte multidisciplinar. O uso incorreto da medicação, principalmente quando focado apenas em questões estéticas, pode causar complicações como desidratação, sobrecarga hepática, inflamações e, em casos graves, pancreatite. A especialista alerta que o desmame deve ser gradual, aumentando intervalos entre aplicações, e não pela redução abrupta da dose.

A tirzepatida é um medicamento aprovado para o tratamento da obesidade e do diabetes, duas doenças crônicas. Por isso, pode sim ser usada por períodos mais longos, desde que haja acompanhamento médico constante, exames laboratoriais regulares e o suporte de uma equipe multidisciplinar.

“O uso é crônico quando falamos de obesidade e diabetes, mas ele precisa ser acompanhado, com exames, reeducação alimentar e um desmame feito da forma correta”, explica a médica.

Segundo ela, o problema começa quando a tirzepatida passa a ser usada apenas com foco estético, sem acompanhamento médico e, muitas vezes, em doses acima do que o organismo suporta.

“Hoje a gente vê pessoas comprando a medicação por conta própria, aplicando doses inadequadas, sem exames, sem hidratação e sem se alimentar direito”, alerta.

Esse uso incorreto pode levar a uma série de complicações, como:

  • desidratação;
  • sobrecarga do fígado;
  • inflamações;
  • perda excessiva de eletrólitos;
  • perda de massa muscular;
  • queda de cabelo;
  • e, em casos mais graves, pancreatite.

“A medicação não causa essas doenças sozinha. O que causa é a forma errada de uso”, reforça.

Outro ponto destacado pela médica é que o emagrecimento saudável vai muito além da balança. Durante o uso da tirzepatida, o corpo perde não só gordura, mas também músculo, vitaminas e minerais.

“Não é só emagrecer. Tem que suplementar, repor vitaminas, manter uma alimentação adequada e consumir fibras, porque muita gente tem constipação nesse processo,” pontua.

Por isso, o acompanhamento precisa envolver nutricionista, educador físico e, em alguns casos, outros profissionais da saúde.

O erro mais comum no desmame - Krislere chama atenção para um erro frequente no momento de parar a medicação, reduzir a dose de forma abrupta. “Muitas pessoas acham que desmame é baixar a dose de 5 mg para 2 mg de uma vez. Isso está errado”, afirma.

Segundo a especialista, o correto é manter a mesma dose, mas aumentar o intervalo entre as aplicações, passando de semanal para quinzenal, por exemplo. Esse processo evita um “choque” no organismo e reduz o risco de reganho de peso.

“Se a pessoa não tiver atividade física, alimentação adequada e qualidade de vida, só a injeção não vai resolver. O peso tende a voltar”, completa.

Existe limite de uso? A médica resume que existe limite, sim, quando o uso é feito sem critério. Já quando há acompanhamento médico, exames regulares e mudanças reais no estilo de vida, a tirzepatida pode ser usada com segurança e retirada de forma gradual.

“O problema não é o medicamento. O problema é transformar um tratamento de saúde em uma solução milagrosa para estética”, conclui.

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