Sequência de acidentes em cruzamento revolta e comerciantes pedem quebra-molas
Colisões frequentes, relatos de mortes e risco constante levam comerciantes a pedir intervenção urgente
RESUMO
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Comerciantes e moradores da Vila Bandeirantes, em Campo Grande, manifestam preocupação com a frequência de acidentes no cruzamento da Avenida Bandeirantes com a Rua Santa Helena. Após nova colisão entre dois veículos na manhã desta terça-feira (24), a comunidade local reforça pedidos por melhorias na sinalização. Segundo relatos, foram registrados nove acidentes no último ano, incluindo uma morte há dois anos. Os moradores apontam a falta de sinalização adequada e o uso irregular da faixa exclusiva de ônibus como principais causas dos incidentes. A população solicita a instalação de semáforos ou quebra-molas para reduzir os riscos no local.
Um novo acidente envolvendo dois veículos na manhã desta terça-feira (24) reforçou a preocupação de quem vive e trabalha no cruzamento da Avenida Bandeirantes com a Rua Santa Helena, na Vila Bandeirantes. Na ocorrência mais recente, dois carros modelo Palio bateram e pararam em postes diferentes, a poucos metros um do outro. A cena, segundo moradores e comerciantes, está longe de ser isolada.
Proprietário de uma garagem no local, Jefferson Marques afirma que os acidentes são constantes e vêm se acumulando ao longo dos últimos anos. “São nove no período de um ano que eu mandei de imagem para um vereador. Sem falar que há uns dois anos atrás teve uma morte”, relata. Ele diz que já presenciou diversas situações graves. “Um motoqueiro já parou no meu portão e o outro bateu no poste, a perna dele veio parar aqui na frente", completa.
A principal preocupação, segundo Jefferson, é a falta de sinalização adequada e o comportamento de motoristas e motociclistas no trecho. “A gente precisa muito de um semáforo aqui, é linha de ônibus. O pessoal dá a seta para entrar, mas vem outro cortando pela linha do ônibus. É onde morrem”, diz o comerciante. “Vai morrer mais gente aqui, viu? se não fizerem nada. É muito triste porque você vê as pessoas aí no chão machucadas, motoqueiro sem brincadeira, eu perdi as contas”, completa.
Ele também diz já ter procurado ajuda. “Eu já cansei, já liguei para a Agetran, liguei para a prefeitura pedindo ajuda para eles e não teve nenhuma melhoria”.
A empresária Shirley Cruz, de 63 anos, também acompanha de perto a rotina de acidentes e relaciona o aumento dos casos às mudanças no trânsito da região. “Começou a acontecer esse tipo de situação no ano que colocaram esses corredores de ônibus. É uma coisa horrível. Nessa garagem aí já entrou o carro lá dentro”.
A convivência diária com o risco também preocupa. “É uma tensão diária. Porque um dia com um motoqueiro aconteceu a mesma coisa. Ele meio que ficou desnorteado. O pneu da moto veio parar aqui no meu estacionamento. E se tiver uma criança ali na frente? A velocidade de uma roda, de um pneu é muito violenta”.
Vendedor, Pedro Aiala, de 58 anos, aponta falhas na utilização da faixa de ônibus como um dos fatores que contribuem para os acidentes. “O pessoal tanto motoqueiro, muito é motoqueiro, eles rodam pela linha de ônibus que não está funcionando", descreve.
Ele avalia que a situação gera confusão entre os condutores. “Aí o pessoal que está aqui acha que o motoqueiro está errado, só que automaticamente o motoqueiro também não está errado porque não funciona”.
Como solução, Pedro sugere mudanças imediatas. “Ou elimina essa linha de ônibus que não funciona, porque só vai funcionar na hora que tiver as plataformas para os ônibus entrarem ou coloca um quebra-molas”, conclui.
A repotagem encaminhou e-mail à Prefeitura para saber se existe alguma programação para o trecho citado e aguarda retorno.
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