Ferrovia própria e novas locomotivas fazem avançar projeto de celulose em MS
Estrutura em construção em Inocência deve conectar fábrica à Malha Norte e reduzir transporte rodoviário

A implantação do projeto Sucuriú de celulose em Inocência, a 330 quilômetros de Campo Grande, avança com a chegada das primeiras locomotivas que irão operar em uma ferrovia própria, ainda em construção no leste de Mato Grosso do Sul.
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A implantação do projeto de celulose em Inocência (MS) avança com a chegada das primeiras locomotivas que operarão em ferrovia própria. A linha férrea terá 45 quilômetros de extensão, além de 9 quilômetros dentro da área industrial, conectando a unidade à Malha Norte para escoamento até o Porto de Santos. O projeto, que deve iniciar operações no fim de 2027, foi dimensionado para movimentar 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A iniciativa representa um dos primeiros projetos de ferrovia privada após o novo marco legal do setor, aprovado em 2021, e promete reduzir significativamente o fluxo de caminhões nas rodovias da região.
A linha férrea, com cerca de 45 quilômetros de extensão — além de outros 9 quilômetros dentro da área industrial da Arauco — vai ligar a unidade produtiva à Malha Norte, corredor ferroviário utilizado para escoamento de cargas até o Porto de Santos (SP). A expectativa é que o sistema entre em operação junto com a fábrica, prevista para o fim de 2027.
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A estrutura representa um dos primeiros projetos de ferrovia privada implantados no País após o novo marco legal do setor, aprovado em 2021, que ampliou a possibilidade de investimentos fora do modelo tradicional de concessões.
Logística voltada ao escoamento em larga escala
O projeto foi dimensionado para movimentar cerca de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. Para isso, a operação deve contar com uma frota de locomotivas e centenas de vagões, formando composições de grande porte.
A adoção do transporte ferroviário tem impacto direto na logística regional. A estimativa é de redução significativa do fluxo de caminhões nas rodovias, com potencial de retirar centenas de viagens diárias das estradas, além de diminuir emissões de gases de efeito estufa em comparação ao transporte rodoviário.
Integração entre indústria e ferrovia
A conexão direta entre a planta industrial e a ferrovia cria um modelo ainda pouco comum no Brasil: a integração entre produção e escoamento dentro do mesmo projeto. Esse formato busca reduzir gargalos logísticos e dar maior previsibilidade ao transporte da produção.
A nova linha também reforça o papel do modal ferroviário como alternativa para cargas de grande volume e longa distância, especialmente em regiões do interior do País com forte presença do setor florestal.
Tecnologia e segurança operacional
As locomotivas que irão operar no trecho fazem parte de uma nova geração voltada ao transporte de cargas pesadas. Os equipamentos contam com sistemas automatizados de controle de velocidade, monitoramento de operação e dispositivos de segurança capazes de atuar em situações de risco.
Também há previsão de uso de motores mais eficientes, com menor consumo de combustível e possibilidade de utilização de biocombustíveis, contribuindo para reduzir impactos ambientais da operação.
Projeto em expansão no leste do Estado
A fábrica em implantação é considerada um dos maiores investimentos industriais em andamento no Estado, com capacidade prevista de produção em larga escala.
As obras começaram com a fase de terraplanagem e seguem em etapas, envolvendo a construção da planta industrial, áreas florestais e infraestrutura logística associada — incluindo a ferrovia.
A expectativa é que o empreendimento amplie a movimentação econômica na região, com reflexos na geração de empregos e na dinâmica produtiva do leste sul-mato-grossense.

