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Capital

Sorteados há 6 meses cobram entrega da Vila dos Idosos

Diretor da Emha diz que faltam apenas intervenções em um transformador de energia elétrica

Por Cassia Modena | 17/03/2026 09:01
Sorteados há 6 meses cobram entrega da Vila dos Idosos
Cômodos de um dos apartamentos onde os idosos entraram no dia do sorteio público (Foto: Clara Farias/Arquivo)

Os idosos sorteados para locação de 40 apartamentos na Vila da Melhor Idade, condomínio no Centro de Campo Grande que terá apenas inquilinos idosos, querem apressar a mudança e estão cobrando a liberação da Emha (Agência Municipal de Habitação). A pasta está gerenciando o processo.

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A entrega dos 40 apartamentos da Vila dos Idosos, primeiro condomínio público do Brasil destinado exclusivamente a locatários com 60 anos ou mais, está pendente devido à falta de um transformador de energia elétrica em Campo Grande. A Energisa aguarda o pagamento da Prefeitura para iniciar a extensão da rede. O empreendimento, localizado no Centro da cidade, foi construído com investimento de R$ 8,8 milhões financiados pelo BID. O projeto prevê aluguel social com valores abaixo do mercado e visa reduzir o déficit habitacional, além de estimular o consumo na região central da Capital.

O sorteio foi realizado em agosto do ano passado, quando a parte final das obras dos prédios estava pendente. Em outubro, a Emha divulgou uma lista de desclassificados e suplentes para a futura vizinhança. A lista já está fechada.

Porém, passados mais de seis meses desde o sorteio, os imóveis seguem vazios. À reportagem, o diretor-presidente da Agência, Claudio Marques Costa Júnior, explicou que faltam apenas intervenções em um transformador de energia elétrica.

Sorteados há 6 meses cobram entrega da Vila dos Idosos
Fachada do condomínio, que fica no Centro da Capital (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

"A Vila dos Idosos não foi entregue ainda porque a gente tinha um problema no transformador, que está em fase final de resolução. A obra está pronta para que a gente possa ocupar", afirmou.

Cláudio confirmou que as famílias procuraram a pasta e pediram explicações. "Fomos questionados pelas famílias, é importante explicar. A Emha está cuidando da parte da seleção de moradores e de andamento de todo o processo. A obra ficou a cargo de empresa contratada pela Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos)", completa.

Falta pagamento - Em nota, a concessionária Energisa esclareceu que o serviço necessário é a extensão da rede elétrica e ainda não foi iniciado porque a Prefeitura da Capital precisa pagar por ele.

"A obra para o local trata-se de uma extensão de rede. O projeto foi elaborado e o orçamento apresentado ao cliente, que neste caso é a gestão pública municipal. A concessionária aguarda o retorno por parte do solicitante para dar sequência às atividades para execução da obra," pontuou.

Em contrapartida, a Sisep informou que foi solicitada uma atualização do orçamento à empresa. "O prédio já está concluído, faltando apenas a questão da energia elétrica", pontuou a pasta.

Inédito - A Vila dos Idosos é o primeiro condomínio no Brasil construído pelo Poder Público e voltado exclusivamente para locatários que tenham 60 anos de idade ou mais. A construção foi iniciada em 2012 e contou com cerca de R$ 8,8 milhões financiados por empréstimo do Município com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

O modelo que será adotado consiste nos contemplados terem o direito de morar no local por meio do aluguel social: pagarão uma taxa mensal, que inclui o valor do aluguel e das despesas de condomínio ainda não divulgados pela prefeitura, mas que serão inferiores à média do mercado imobiliário no Centro.

Sorteados há 6 meses cobram entrega da Vila dos Idosos
De acordo com o projeto, Vila também terá galeria de lojas com estacionamento (Foto: Reprodução/Emha)

O condomínio fica em frente ao Horto Florestal, no cruzamento entre a Avenida Fernando Corrêa da Costa e Avenida Fábio Zahran. A localização é privilegiada: próximo à Rua 14 de Julho, perto de supermercado e do Mercadão Municipal, e bem ao lado do Teatro Prosa do Sesc (Serviço Social do Comércio).

A proposta prevê reduzir o déficit habitacional na Capital e estimular o consumo na região central, que enfrenta esvaziamento e crise imobiliária.

Matéria editada às 11h10 para acrescentar resposta da Sisep.

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