Formação tira professores da rotina e aposta em novas práticas na Reme
Ciclo reúne educadores de todas as etapas e reforça foco na alfabetização e na qualidade do ensino
A sala de aula muda, mas o aprendizado continua. Foi com essa proposta que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) iniciou, nesta semana, um novo ciclo de formação continuada voltado aos profissionais da Rede Municipal de Ensino (REME), em Campo Grande.
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A Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande iniciou um novo ciclo de formação continuada para profissionais da Rede Municipal de Ensino. O programa, que acontece entre 16 e 24 de março, reúne professores, gestores e equipes técnico-pedagógicas em atividades de atualização e troca de experiências. A formação abrange diferentes níveis de ensino, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, com programas específicos como o ProLEEI e o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Durante o período, os alunos mantêm as atividades escolares de forma não presencial, garantindo a continuidade do calendário letivo.
Organizada pela Superintendência de Políticas Educacionais (Suped), a programação se estende pelos dias 16, 17, 19, 20, 23 e 24 de março, reunindo professores, gestores e equipes técnico-pedagógicas em uma imersão de troca de experiências e atualização de práticas.
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O foco é direto: melhorar o ensino dentro da sala de aula.
Na Educação Infantil, o destaque é o Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI), que busca ampliar o contato das crianças com o universo da leitura desde os primeiros anos. Já nos anos iniciais do Ensino Fundamental, os professores participam de formações ligadas ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) e ao MS Alfabetiza — iniciativas que reforçam a base da alfabetização.
Para os anos finais e o Ensino Médio, a proposta gira em torno do tema “Currículo, Práticas Pedagógicas e Saberes Docentes”, com debates sobre planejamento, metodologias e desafios do cotidiano escolar.
A formação também alcança quem organiza a engrenagem da escola. Supervisores, orientadores e coordenadores participam do eixo “Identidade e Atuação da Equipe Gestora”, enquanto diretores discutem o papel da liderança escolar na garantia do direito à aprendizagem.
Na prática, o impacto já é sentido por quem está no dia a dia da escola. Para o professor Apres Gomes Neto, da Escola Municipal Arlene Marques, a formação amplia horizontes.
“As trocas entre os profissionais ajudam a olhar o ensino de outra forma. Isso reflete diretamente na aprendizagem dos alunos”, afirma.
Durante os dias de formação, os alunos seguem com Atividades Não Presenciais (ANP), organizadas pelas próprias escolas, garantindo a continuidade do calendário letivo.
Ao final do ciclo, os participantes recebem certificado — mas o principal resultado esperado vai além do papel: é a transformação silenciosa que começa na formação e chega, pouco a pouco, até o aluno.


