Promessa do MMA, lutador de MS garante contrato no Jungle Fight
Revelação da modalidade, o Matheus Pantaneiro mira voos mais altos na carreira nacional e internacional
RESUMO
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Matheus “Pantaneiro”, de 23 anos, natural de Campo Grande, conquistou sua estreia no Jungle Fight 146 ao derrotar Uziel Latrel por finalização no segundo round. A vitória, ocorrida em Brasília no último sábado (14), garantiu ao sul-mato-grossense um contrato de até cinco anos com a principal organização nacional de MMA, além de uma vaga no torneio “Fight do Milhão”. A preparação para a luta foi marcada por desafios financeiros e uma rotina intensa, onde Matheus conciliou treinos com trabalhos como técnico de ar-condicionado e marido de aluguel. Apesar das dificuldades, ele contou com o apoio de amigos, familiares e profissionais, que ajudaram na preparação. Orgulhoso de suas origens, o lutador destacou o desejo de representar Mato Grosso do Sul e sonha em levar grandes eventos para sua cidade natal.
O campo-grandense Matheus “Pantaneiro” Nogueira, de 23 anos, vive um dos momentos mais marcantes da carreira após vencer sua luta de estreia no Jungle Fight 146 e garantir contrato com a principal organização nacional de MMA, responsável por revelar talentos brasileiros para o UFC.
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A vitória ocorreu no sábado (14), em Brasília (DF), onde o sul-mato-grossense superou o brasiliense Uziel Latrel, na categoria até 77 quilos, por finalização aos 1min43s do segundo round, mesmo diante de um ginásio lotado e majoritariamente favorável ao adversário.
“Foi uma luta muito dura, não vou negar. Mas garra é o que não falta para nós. Conseguimos sobreviver aos ataques e, no segundo round, veio a hora do troco. Finalizei e trouxe essa vitória para casa com muito custo”, relatou o lutador.
Natural de Campo Grande, Matheus Pantaneiro treina na academia Polidoro Bros e contou que a preparação para o combate foi marcada por dificuldades financeiras e uma rotina intensa de trabalho.
“O Jungle Fight me ligou e perguntou se eu conseguiria me preparar para uma luta daqui um mês e meio. Eu falei: ‘consigo’. Não ia deixar essa oportunidade passar. Comecei a preparação com o que tinha, era pouco, mas fizemos um trabalho excelente”, afirmou.
Para conseguir se manter durante o período de treinos, o atleta precisou conciliar diferentes atividades profissionais.
“Eu conciliava os treinos com trabalhos como marido de aluguel e técnico de ar-condicionado. Terminava um serviço e já corria para treinar. Foi uma preparação difícil, mas cheguei pronto”, disse.
Mesmo com os desafios, Matheus destacou o apoio que recebeu de amigos, familiares e alguns profissionais que acreditaram em seu potencial.
“Tive ajuda de nutricionista, fisioterapeuta e de muita gente que fez vaquinha, que nunca deixou faltar nada. Com pouco, olha onde a gente chegou”, comemorou.
O lutador também enfrentou dificuldades extras na semana da luta, incluindo o corte de peso rigoroso e a tensão no encaramento.
“Desci sete quilos na semana da luta e bati o peso. Para mim, essa já foi a primeira vitória. Meu adversário não bateu o peso e ainda tentou me provocar, mas nada me abalou. Entrei focado,” relembrou.

Com o triunfo, Matheus garantiu um contrato com o Jungle Fight, válido por até cinco anos ou 12 lutas, além de uma vaga no “Fight do Milhão”, torneio que reúne oito atletas na disputa por R$ 500 mil.
“Essa foi uma das melhores sensações da minha vida. Consegui abraçar uma das melhores oportunidades que a vida poderia me dar. Agora estou oficialmente contratado pelo maior evento da América Latina,” celebrou.
Orgulhoso de suas origens, o atleta também destacou a importância de representar Mato Grosso do Sul no cenário nacional.
“Eu levo comigo esse espírito pantaneiro, essa cultura nossa. Quero colocar o Mato Grosso do Sul no mapa. Muita gente nem sabe onde fica, e isso me motiva ainda mais”, afirmou.
Matheus agora mira voos mais altos na carreira e sonha em levar grandes eventos para o Estado.
“Quero ser campeão do Fight do Milhão, disputar cinturão e, se Deus quiser, chegar ao UFC. E quem sabe trazer um evento do Jungle Fight para Campo Grande, para o Guanandizão. Isso seria incrível”, projetou.

