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Três empresas serão responsáveis por construções de presídios da Gameleira

Licitações homologadas somam R$ 66 milhões

Por Fernanda Palheta | 26/03/2026 09:16
Três empresas serão responsáveis por construções de presídios da Gameleira
Imagem aérea de unidade priosional do complexo da Gameleira, em Campo Grande (Foto: Reprodução)

O governo do Estado definiu as empresas que serão responsáveis pela construção de unidades prisionais de baixa complexidade no Complexo da Gameleira, em Campo Grande. Somadas, as licitações têm valor estimado de R$ 66 milhões.

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O governo de Mato Grosso do Sul definiu três empresas para construir unidades prisionais de baixa complexidade no Complexo da Gameleira, em Campo Grande. O investimento total é de R$ 66 milhões, divididos entre Jac Engenharia, Poligonal Engenharia e Engetal Engenharia. As obras fazem parte de um pacote de expansão do sistema penitenciário estadual, que conta com investimento federal de R$ 121 milhões. O projeto prevê a construção de quatro presídios, sendo três na Capital e um em Jardim, totalizando 1,6 mil novas vagas no sistema prisional.

De acordo com as publicações do Diário do Estado desta quinta-feira (26), cada uma das três unidades será construída por uma empresa diferente.

A Jac Engenharia Soluções Inteligentes Ltda será responsável pela obra da Gameleira I, homologada em R$ 22.185.230,81. Já a construção da unidade II da Gameleira será feita pela empresa Poligonal Engenharia e Construções Ltda, no valor de R$ 21.228.036,72. A empresa Engetal Engenharia e Construções Ltda foi homologada para a construção da Gameleira III, obra de R$ 22.187.208,50.

Das três empresas vencedoras, duas já atuam em Mato Grosso do Sul.

A Poligonal Engenharia e Construções Ltda. é a responsável pela construção do Fórum da Mulher, da Criança, do Adolescente e do Idoso, localizado atrás da Casa da Mulher Brasileira, na região do Aeroporto da Capital. O prédio terá 1.545,40 m² de área construída, contará com sistema de energia fotovoltaica e foi planejado para atender a padrões de sustentabilidade e eficiência energética.

A Engetal Engenharia e Construções Ltda. venceu o certame para a conclusão da Cadeia Pública Feminina de Campo Grande, no Complexo da Gameleira. A obra está parada desde que foi lançada em 2014; no entanto, falhas no projeto executivo e problemas estruturais interromperam os trabalhos poucos anos depois. A Engetal também é a responsável pela construção de diversos aeroportos no Estado.

Expansão – As licitações fazem parte de um pacote maior de expansão do sistema penitenciário sul-mato-grossense. Em setembro de 2023, após visita do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, o governo federal anunciou mais de R$ 121 milhões em investimentos para Mato Grosso do Sul, incluindo a implantação de quatro novos presídios.

Do total, R$ 60 milhões foram destinados a quatro unidades que somariam mais de 1,6 mil vagas. Inicialmente, os presídios seriam construídos em Campo Grande, Jardim e Nova Andradina. No entanto, a falta de área adequada e o veto da população de Nova Andradina levaram o Governo do Estado a alterar o plano.

Com isso, ficaram definidas três unidades no Complexo da Gameleira e uma em Jardim. Todas serão de baixa complexidade e voltadas à ampliação e modernização da estrutura prisional. O projeto recebeu, em maio do ano passado, o aval da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), da Agepen e da Caixa Econômica Federal, responsável pela análise técnica e financeira.

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