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Capital

Liderança do Comando Vermelho planeja ataque contra policiais penais

Bilhete manuscrito encontrado na unidade aponta preparação de atentado a 3 servidores

Por Bruna Marques | 03/02/2026 15:38
Liderança do Comando Vermelho planeja ataque contra policiais penais
Bilhete manuscrito encontrado em cela da Penitenciária da Gameleira II, cita ameaças de morte contra policiais penais (Foto: Divulgação)

Denúncia recebida pelo Campo Grande News na tarde desta terça-feira (3) aponta a existência de um plano de ataque contra policiais penais na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. O leitor, que não se identificou, informou que um bilhete com ameaças foi encontrado em uma das celas do presídio há cerca de duas semanas.

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Denúncia revela plano de ataque contra policiais penais na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. Bilhete encontrado em cela indica que interno do Comando Vermelho, conhecido como Fortaleza, planeja assassinar três agentes utilizando fuzis.O plano contaria com apoio de outro detento, identificado como Telso, com previsão de liberdade condicional em março. Fortaleza, investigado por lavagem de dinheiro, teria envolvimento em operação que apreendeu R$ 90 milhões. A Agepen informou que adota protocolos rigorosos de segurança quando há ameaças aos servidores.

De acordo com o relato, o bilhete atribui as ameaças a um interno apontado como liderança do Comando Vermelho. O preso estaria custodiado no pavilhão 4 e, após um episódio de indisciplina, foi encaminhado para a chamada “forte”, cela de castigo. Ainda segundo a denúncia, um detento da mesma cela, morador do mesmo quadrante, avisou que haveria um atentado contra policiais penais.

O texto manuscrito afirma que o interno conhecido como Fortaleza estaria ameaçando matar três policiais penais. Conforme o bilhete, ele teria comprado dois fuzis e aguardaria a saída de um comparsa, prevista para março, para executar o plano. O parceiro é identificado como Telso, custodiado no pavilhão 3, em cela vizinha, com previsão de saída em regime condicional no mesmo mês.

Ainda conforme a denúncia, Fortaleza teria grande poder financeiro e estaria sendo investigado por lavagem de dinheiro em uma operação que resultou na prisão de um homem conhecido como Gofila. A operação teria apreendido cerca de R$ 90 milhões em bens, armas e drogas. Os nomes de Gofila e de Fortaleza teriam sido os primeiros a aparecer nas investigações. O motivo das ameaças, segundo o bilhete, seria o fato de os policiais penais não terem feito declarações na delegacia.

Um segundo trecho manuscrito afirma que Fortaleza e Telso integram o Comando Vermelho e que, antes disso, pertenciam à facção FDN (Família do Norte). O texto também aponta que ambos são amigos de Coguinho, descrito como liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso do Sul e custodiado no pavilhão 4 da Gameleira, no setor de cela livre.

Em outra folha anexada à denúncia, o bilhete afirma que Fortaleza teria influência em seu estado de origem e que, em Fortaleza, comandaria o tráfico de armas e drogas de dentro da prisão.

Posicionamento - A reportagem procurou a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e em nota, o órgão informou que adota protocolos rigorosos de segurança sempre que há indício ou identificação de ameaça à integridade de seus servidores. Segundo a agência, as medidas são implementadas de forma imediata, com base em critérios técnicos, e incluem apuração conduzida pela GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário).

A Agepen informou ainda que os procedimentos exigem sigilo absoluto no tratamento de dados sensíveis, para garantir a integridade física e a vida dos policiais penais e a eficácia das ações institucionais. O órgão afirmou que não se manifesta publicamente sobre denúncias ou situações específicas envolvendo servidores e que todos os casos são tratados internamente, com cautela, responsabilidade, discrição e observância dos protocolos legais e administrativos vigentes.

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