Liderança do Comando Vermelho planeja ataque contra policiais penais
Bilhete manuscrito encontrado na unidade aponta preparação de atentado a 3 servidores

Denúncia recebida pelo Campo Grande News na tarde desta terça-feira (3) aponta a existência de um plano de ataque contra policiais penais na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. O leitor, que não se identificou, informou que um bilhete com ameaças foi encontrado em uma das celas do presídio há cerca de duas semanas.
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De acordo com o relato, o bilhete atribui as ameaças a um interno apontado como liderança do Comando Vermelho. O preso estaria custodiado no pavilhão 4 e, após um episódio de indisciplina, foi encaminhado para a chamada “forte”, cela de castigo. Ainda segundo a denúncia, um detento da mesma cela, morador do mesmo quadrante, avisou que haveria um atentado contra policiais penais.
O texto manuscrito afirma que o interno conhecido como Fortaleza estaria ameaçando matar três policiais penais. Conforme o bilhete, ele teria comprado dois fuzis e aguardaria a saída de um comparsa, prevista para março, para executar o plano. O parceiro é identificado como Telso, custodiado no pavilhão 3, em cela vizinha, com previsão de saída em regime condicional no mesmo mês.
Ainda conforme a denúncia, Fortaleza teria grande poder financeiro e estaria sendo investigado por lavagem de dinheiro em uma operação que resultou na prisão de um homem conhecido como Gofila. A operação teria apreendido cerca de R$ 90 milhões em bens, armas e drogas. Os nomes de Gofila e de Fortaleza teriam sido os primeiros a aparecer nas investigações. O motivo das ameaças, segundo o bilhete, seria o fato de os policiais penais não terem feito declarações na delegacia.
Um segundo trecho manuscrito afirma que Fortaleza e Telso integram o Comando Vermelho e que, antes disso, pertenciam à facção FDN (Família do Norte). O texto também aponta que ambos são amigos de Coguinho, descrito como liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso do Sul e custodiado no pavilhão 4 da Gameleira, no setor de cela livre.
Em outra folha anexada à denúncia, o bilhete afirma que Fortaleza teria influência em seu estado de origem e que, em Fortaleza, comandaria o tráfico de armas e drogas de dentro da prisão.
Posicionamento - A reportagem procurou a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) e em nota, o órgão informou que adota protocolos rigorosos de segurança sempre que há indício ou identificação de ameaça à integridade de seus servidores. Segundo a agência, as medidas são implementadas de forma imediata, com base em critérios técnicos, e incluem apuração conduzida pela GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário).
A Agepen informou ainda que os procedimentos exigem sigilo absoluto no tratamento de dados sensíveis, para garantir a integridade física e a vida dos policiais penais e a eficácia das ações institucionais. O órgão afirmou que não se manifesta publicamente sobre denúncias ou situações específicas envolvendo servidores e que todos os casos são tratados internamente, com cautela, responsabilidade, discrição e observância dos protocolos legais e administrativos vigentes.
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