Janeiro teve quase três vezes mais chuva que o mesmo período de 2025
Volume em janeiro foi concentrado em poucos dias, o que amplia risco de alagamentos e destruição do solo

Campo Grande registrou 151,4 mm (milímetros) de chuva em janeiro de 2026, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), um aumento de aproximadamente 100 mm em relação aos 50,8 mm registrados em janeiro de 2025.
RESUMO
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Campo Grande registrou 151,4 mm de chuva em janeiro de 2026, volume três vezes superior aos 50,8 mm do mesmo período em 2025. O dia 14 concentrou 57,8 mm, representando mais de um terço da precipitação mensal, com 18 dos 31 dias sem registro de chuvas. As precipitações intensas causaram transtornos na capital, incluindo alagamentos na Avenida Ministro João Arinos, danos às placas de contenção do Córrego Segredo e queda de energia em diversos bairros. A Defesa Civil mantém alerta de temporal para Campo Grande e outros 78 municípios de Mato Grosso do Sul.
O volume, concentrado em poucos dias, reforça o padrão de precipitações intensas, mas irregulares, típico do verão na região. Em janeiro do ano passado, chuvas foram mais fracas e menos distribuídas.
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Em janeiro de 2026, o principal destaque foi o dia 14, que concentrou 57,8 mm, respondendo por mais de um terço de toda a chuva do mês.
No dia 11, moradores de áreas como Vivendas do Bosque, Tiradentes, São Bento e Jardim Santa Emília relataram precipitações intensas acompanhadas de vento, com queda de energia.
Na tarde do dia 13, uma nova chuva forte invadiu a Avenida Ministro João Arinos, no trecho do viaduto da BR‑163, provocando um congestionamento de cerca de 2,5 quilômetros enquanto motoristas enfrentavam dificuldades para avançar e veículos ficaram parcialmente submersos.
No início de janeiro, placas de contenção do Córrego Segredo cederam após chuva intensa, agravando a erosão de parte do asfalto na Avenida Ernesto Geisel.
Ainda assim, segundo os dados, 18 dos 31 dias não tiveram registro de chuva.
Já em janeiro de 2025, o dia mais chuvoso foi 23 de janeiro, com apenas 18,6 mm, e a maior parte do mês transcorreu com volumes muito baixos ou ausência total de chuva, o que caracterizou um período mais seco em comparação ao ano seguinte.
No conjunto de 2025, o maior volume diário de chuva foi registrado fora do verão. O pico em um dia ocorreu em 19 de abril, com 64,6 mm, valor superior ao máximo observado em janeiro de 2026.
A comparação mostra que, embora janeiro de 2026 tenha sido mais chuvoso do que janeiro de 2025, as precipitações seguiram concentradas em poucos episódios, padrão que reduz os benefícios para o solo e aumenta o risco de alagamentos pontuais.
Vale ressaltar que, segundo a Defesa Civil, Mato Grosso do Sul continua sob alertas de temporal durante os primeiros dias de fevereiro, com previsão de chuva intensa, ventos fortes e risco de granizo em Campo Grande e mais 78 municípios.

