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Capital

Defesa de influencer pede troca de prisão por psiquiatra e tornozeleira

Advogados também sugerem proibição do uso das redes sociais por Daniele Santana Gomes, a "Coach Irônica"

Por Anahi Zurutuza | 03/02/2026 14:19
Defesa de influencer pede troca de prisão por psiquiatra e tornozeleira
Daniele Gomes, na versão criada por Inteligência Artificial, em vídeo publicado nas redes sociais (Foto: Instagram/Reprodução)

Novo pedido de advogados de Daniele Santana Gomes, de 31 anos, à Justiça defende a substituição da prisão da influencer por medidas cautelares, como a proibição do uso das redes sociais e o monitoramento por tornozeleira eletrônica. Sem apresentar laudos médicos, a defesa da mulher que é conhecida na internet como Coach Irônica alega que a cliente precisa de tratamento psiquiátrico.

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A influenciadora digital Daniele Santana Gomes, conhecida como Coach Irônica, teve pedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares apresentado por seus advogados. A defesa alega que ela necessita de tratamento psiquiátrico e sugere o uso de tornozeleira eletrônica e proibição do uso de redes sociais. Daniele foi presa por descumprir ordem judicial após perseguir a sogra e a cunhada, que possuíam medida protetiva contra ela. Com histórico de 41 boletins de ocorrência, a influenciadora mantém uma estrutura multiplataforma com mais de 70 mil seguidores, atuando como "pistoleira digital".

Daniele foi presa na sexta-feira passada, dia 30, por descumprir ordem judicial. Ela é acusada de perseguir a sogra e a cunhada. A influenciadora estava proibida de se aproximar das denunciantes, teve prazo para apagar postagens nas redes sociais que mencionavam as duas e estava impedida de fazer novos posts, mas desrespeitou as determinações da Justiça.

Os advogados Alexandre Meza Baptista e Maria Isabela Saldanha argumentam que a cliente “é portadora de um transtorno psiquiátrico que afeta sua capacidade de autocrítica e de modulação de seu comportamento social”.

Vídeos gravados pelo ex-marido da influenciadora no ano de 2021 e o relato dele, além de matérias na imprensa e denúncia da ré contra o próprio psiquiatra foram anexados ao pedido como evidências da condição de saúde mental da influenciadora. A defesa promete ainda encontrar o documento contendo o diagnóstico psiquiátrico para enviar ao Judiciário. Segundo os advogados, a acusada de stalking (crime de perseguição obsessiva e reiterada) abandonou tratamento há vários anos.

Alexandre Mesa e Maria Isabela alegam que manter Daniele presa é medida “contraproducente e desproporcional” e que o encarceramento pode intensificar o sofrimento psíquico dela.

Argumentam que proibi-la de usar as redes sociais vai impedir que ela continue cometendo supostos crimes virtuais e o uso da tornozeleira é meio de “assegurar a tranquilidade das vítimas e garantir o cumprimento da proibição de contato e aproximação”.

No pedido encaminhado à Justiça, a defesa requer a revogação imediata da prisão preventiva, com expedição de alvará de soltura, a aplicação das medidas sugeridas: tratamento psiquiátrico e psicológico obrigatório, com comprovação mensal nos autos, além da proibição total da utilização de redes sociais, inclusive por novos perfis ou contas de terceiros, e o monitoramento eletrônico.

Ordem judicial – A prisão de Daniele Santana Gomes foi determinada pelo juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 4ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, após continuidade de agressões virtuais no Instagram e TikTok contra a sogra e a cunhada.

A influenciadora possui histórico de 41 boletins de ocorrência, incluindo acusações de difamação, perseguição e ameaças. Segundo investigação da Polícia Civil, Daniele mantém uma estrutura multiplataforma com mais de 70 mil seguidores, atuando como “pistoleira digital” mediante possíveis vantagens econômicas.

Ao decretar a prisão o juiz de primeira instância alertou para os graves efeitos da violência digital, que, além de causar danos psicológicos profundos, tem consequências na saúde mental das vítimas, prejudicando sua dignidade e vida social. A persistência de Daniele nas agressões virtuais reforçou que a advertência anterior (medida protetiva) não foi suficiente para “impedir a continuidade delitiva”, o que, de acordo com o magistrado, justifica a adoção de medidas mais severas.

A prisão foi decretada com base nos fundamentos da Lei Maria da Penha e Daniele foi pega pela Polícia Civil em um bar que fica na região do Tiradentes, em Campo Grande. Ela foi levada para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), mas já está em presídio.

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