Morador abre valeta para conter alagamentos em ocupação no Noroeste
A medida foi tomada para escoar a água da chuva acumulada para a Avenida Ministro João Arinos
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Moradores de uma ocupação no bairro Noroeste, em Campo Grande, enfrentam graves problemas com alagamentos durante o período de chuvas. Para tentar amenizar a situação, abriram uma valeta que escoa a água da chuva até a Avenida Ministro João Arinos. A medida foi tomada após enchentes no ano passado, que invadiram barracos e causaram prejuízos materiais. Carlito Moreira de Souza, responsável pela iniciativa, destacou a necessidade de galerias pluviais como solução definitiva. Mesmo com a valeta, os alagamentos continuam a causar transtornos. Nesta terça-feira (3), moradores relataram perdas de eletrodomésticos e a necessidade de retirar água das casas com recipientes improvisados. Laudicéia Fonseca e Rúbia Karla Moraes contaram que precisaram levar seus filhos para locais mais seguros durante as chuvas. A situação permanece crítica, com a água transbordando tanto para a avenida quanto para as moradias, mantendo o risco de novos alagamentos.
Moradores de uma ocupação localizada entre as ruas Brás Pina e Terra Vermelha, no bairro Noroeste, em Campo Grande, recorreram a uma solução improvisada para tentar evitar alagamentos durante o período de chuvas.
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A abertura de uma valeta tem sido usada para escoar a água da chuva até a Avenida Ministro João Arinos (BR-262), na saída da Capital para Ribas do Rio Pardo.
A medida foi tomada após os transtornos registrados no ano passado, quando a enxurrada que desce pela Rua Brás Pina invadiu os barracos onde vivem sete famílias, deixando móveis encharcados e causando prejuízos. Segundo os moradores, a força da água transforma as vias da região em verdadeiros rios durante temporais.
Responsável pela abertura da valeta, o morador Carlito Moreira de Souza, de 65 anos, que vive na área há seis anos, afirmou que a iniciativa foi uma forma de proteger a própria casa.
“Aqui, na época de chuva, é difícil. Tenho criança pequena. No ano passado, a água chegou na altura do quadril e invadiu todos os barracos. Se não abrir a valeta, a água arromba tudo”, relatou. Ele disse ainda que faz a manutenção do local para evitar o acúmulo de entulho e o entupimento do escoamento.
Carlito defende que a solução definitiva seria a implantação de galerias pluviais. “O certo era a prefeitura colocar manilhas para a água passar por dentro. Eles fazem o asfalto em cima da terra e, quando chove, tudo corre para o asfalto. Aqui vira um rio, é perigoso”, afirmou.

Na Avenida Ministro João Arinos, destino final da água escoada pela valeta, é possível observar que a alteração no fluxo da água acabou formando poças em trechos próximos à Rua Brás Pina.
Mesmo com a tentativa de conter a enxurrada, os alagamentos voltaram a causar prejuízos nesta terça-feira (3). Moradores relataram perdas de eletrodomésticos, como geladeira e fogão, e a necessidade de retirar água das casas com recipientes improvisados.
A dona de casa Laudicéia Fonseca, de 40 anos, que mora com 2 filhos, contou que a água começou a invadir sua casa durante a madrugada.
“Quando chove, é um desespero. Entrou água em tudo. Perdi a geladeira e o fogão. Tive que quebrar a madeira para tentar salvar algumas coisas”, disse. Por segurança, ela precisou levar os filhos às pressas para a casa de uma tia.
Situação semelhante foi relatada por Rúbia Karla Moraes, de 23 anos, também dona de casa e mãe de cinco crianças.
“Toda vez acontece isso. Agora só fiquei com meu bebê de seis meses, mandei os outros para a casa da minha mãe”, afirmou. Ela lembra que, no ano passado, perdeu praticamente todos os móveis após uma chuva forte.
De acordo com os moradores, quando a chuva é intensa, a água desce com grande volume para o Noroeste e invade as residências.
A valeta construída atrás dos barracos, quando cheia, acaba transbordando tanto em direção à BR-262 quanto para o lado das moradias, mantendo o risco de novos alagamentos.
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