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Economia

MS registra alta de 1,6% no varejo ampliado no início de 2026

O mercado de trabalho também apontou saldo positivo com a criação de 3.936 vagas formais em janeiro

Por Viviane Oliveira | 26/03/2026 09:52
MS registra alta de 1,6% no varejo ampliado no início de 2026
Comércio na Rua 14 de Julho, região central de Campo Grande (Foto: Osmar Veiga/arquivo)

O varejo ampliado de Mato Grosso do Sul cresceu 1,6% no primeiro bimestre de 2026 na comparação anual, resultado ligeiramente acima da média nacional, de 1,1%. O indicador reúne o comércio tradicional e as vendas de veículos e materiais de construção, áreas sensíveis ao crédito e aos juros.

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O varejo ampliado de Mato Grosso do Sul registrou crescimento de 1,6% no primeiro bimestre de 2026, superando a média nacional de 1,1%. O setor de serviços avançou 6,9% na comparação anual, enquanto a produção industrial apresentou alta de 8,7%, sinalizando recuperação após as dificuldades enfrentadas em 2025. O mercado de trabalho manteve saldo positivo com 3.936 novas vagas formais em janeiro. A inflação em Campo Grande ficou em 2,1%, abaixo da média nacional de 3,8%. O agronegócio projeta faturamento de R$ 82,2 bilhões para 2026, um crescimento de 3% em relação ao ano anterior.

Os dados são do Termômetro do Varejo de março, divulgado pela FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas) de Mato Grosso do Sul, com base em informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da queda de 0,7% nas vendas em janeiro em relação a dezembro, considerada normal após as festas de fim de ano, outros setores apresentaram crescimento. O setor de serviços avançou 6,9% na comparação anual e a produção industrial subiu 8,7%, após um ano de dificuldades em 2025.

No agronegócio, a previsão é de faturamento de R$ 82,2 bilhões em 2026, aumento de 3% sobre o ano anterior.

O mercado de trabalho também registrou saldo positivo, com a criação de 3.936 vagas formais em janeiro. No comércio, houve fechamento de 764 postos, reflexo do fim dos contratos temporários do período natalino. Mesmo assim, o setor segue como o maior empregador do estado, responsável por cerca de 23% dos empregos formais.

Em Campo Grande, a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro de 2026 foi de 2,1%, abaixo da média nacional de 3,8%, o que ajuda a aliviar o orçamento das famílias. O grupo Educação teve a maior alta, com 5,2%, seguido por vestuário. No país, o Índice Geral de Preços Mercado, calculado pela Fundação Getúlio Vargas, caiu 2,67% no mesmo período.

A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, avalia que o início do ano é positivo, mas ainda requer cautela. Segundo ela, o desempenho da economia em 2026 dependerá principalmente da evolução da taxa de juros e do nível de endividamento das famílias. A queda dos juros, se ocorrer, deve impactar o comércio apenas no segundo semestre.

A inadimplência também é apontada como fator decisivo para o consumo nos próximos meses.

O relatório destaca ainda o bom momento do setor de serviços, especialmente da alimentação fora do lar. Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Mato Grosso do Sul, João Francisco Fornari, o estado se tornou competitivo nacionalmente graças à profissionalização e à valorização da identidade regional.

Ele afirma, porém, que a falta de mão de obra qualificada ainda é o principal desafio do setor. A expectativa para o restante do ano é positiva, impulsionada por grandes eventos, como a COP 15, e pelo turismo de negócios.

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