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Empregos

Mato Grosso do Sul fechou o ano com perda de 11,2 mil empregos formais

Em dezembro todos os principais setores da economia estadual apresentaram mais desligamentos que admissões

Por Judson Marinho | 29/01/2026 16:45
Mato Grosso do Sul fechou o ano com perda de 11,2 mil empregos formais
Obra da planta industrial da Arauco, em Inocência (Foto: Marcos Maluf)

Mato Grosso do Sul encerrou dezembro de 2025 com saldo negativo no mercado de trabalho formal de empregos, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

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Mato Grosso do Sul encerrou dezembro de 2025 com saldo negativo de 11.281 empregos formais, segundo dados do Caged. O estado registrou 22.087 admissões e 33.368 desligamentos, com destaque para o setor de serviços, que teve a maior retração. Campo Grande, a capital, concentrou parte significativa da queda, com saldo negativo de 4.078 vagas. No cenário nacional, a geração de empregos formais perdeu ritmo em 2025, com criação líquida de 1.279.498 vagas, 23,73% inferior a 2024. Dezembro foi marcado por 618.164 demissões, o pior desempenho para o mês desde 2020. Apesar disso, todos os setores econômicos fecharam o ano com saldo positivo, liderados pelo Sudeste. O salário médio de admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78, com leve recuo em relação a novembro.

No mês, o Estado registrou 22.087 admissões e 33.368 desligamentos, resultando na eliminação de 11.281 postos de trabalho com carteira assinada. Mesmo com a retração, o estoque de empregos formais permaneceu em 689.951 vínculos ativos.

Em Campo Grande, a Capital concentrou parte significativa da queda. Foram 7.850 contratações frente a 11.928 demissões, o que gerou saldo negativo de 4.078 vagas. O município fechou dezembro com estoque de 251.827 empregos formais.

Todos os principais setores da economia sul-mato-grossense apresentaram mais desligamentos do que admissões no mês. O setor de serviços foi o mais impactado, com 8.152 contratações e 13.493 demissões, saldo negativo de 5.341 vagas.

O comércio também encerrou dezembro no vermelho, com 6.402 admissões e 7.651 desligamentos. Na indústria, foram 3.364 contratados e 4.556 desligados. A agropecuária contabilizou 3.097 admissões contra 4.654 demissões, enquanto a construção civil apresentou uma das maiores retrações proporcionais, com 1.072 contratações e 3.014 desligamentos.

Cenário nacional – pressionado pelos juros elevados e pela desaceleração da economia, a geração de empregos formais perdeu ritmo em 2025. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, apontam a criação líquida de 1.279.498 vagas com carteira assinada no acumulado do ano, resultado 23,73% inferior ao registrado em 2024, quando o saldo foi de 1.677.575 postos.

Somente em dezembro, mês tradicionalmente marcado por demissões, o Brasil fechou 618.164 empregos formais, número 11,29% maior do que o registrado no mesmo mês de 2024. Foi o pior desempenho para meses de dezembro desde 2020, já considerando a atual metodologia do Caged.

Apesar do resultado negativo no último mês do ano, todos os cinco setores econômicos apresentaram saldo positivo no acumulado de 2025.

O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 758.355 vagas, seguido pelo comércio (247.097), indústria (144.319), construção civil (87.878) e agropecuária (41.870).

Regionalmente, todas as regiões do país fecharam o ano com saldo positivo. O Sudeste liderou, com 504.972 vagas, seguido pelo Nordeste (347.940), Sul (186.126), Centro-Oeste (149.530) e Norte (90.613). Entre os estados, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia apresentaram os maiores saldos de emprego em 2025.

O salário médio real de admissão em dezembro de 2025 foi de R$ 2.303,78, registrando leve recuo em relação a novembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.315,44, uma variação negativa de R$ 11,86 (–0,51%).

Na comparação com dezembro do ano anterior, já descontados os efeitos sazonais, o indicador apresentou aumento de R$ 57,18, o que corresponde a uma alta de 2,55%.