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Interior

Carnaval de Corumbá atraiu 8 mil turistas e movimentou R$ 16,9 milhões

Evento gerou mais de 1.700 empregos temporários, por meio das 10 escolas de samba, 11 blocos e cinco cordões

Por Silvio de Andrade, de Corumbá | 23/02/2026 13:27
Carnaval de Corumbá atraiu 8 mil turistas e movimentou R$ 16,9 milhões
Desfile das escolas de samba em Corumbá (Foto: Divulgação)

Com um público diário de 18,5 mil pessoas passando pelo circuito do samba, totalizando 111 mil pessoas em seis dias, o carnaval de Corumbá se consolida a cada ano como o maior evento da cidade,  além da fama de ser o mais autêntico e animado do interior do país.

RESUMO

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O Carnaval de Corumbá 2024 registrou números expressivos, atraindo 111 mil pessoas durante seis dias de festa, incluindo oito mil turistas. O evento movimentou R$ 16,9 milhões na economia local e gerou 1.700 empregos temporários diretos através das escolas de samba, blocos e cordões carnavalescos.A prefeitura investiu R$ 6 milhões na organização do evento, obtendo retorno líquido estimado de R$ 10,9 milhões. Com 88,6% de aprovação dos turistas, o carnaval corumbaense se destaca pela segurança e ambiente familiar, consolidando-se como o mais autêntico do interior do país.

Em 2026, a folia pantaneira atraiu mais de oito mil turistas, sendo três mil bolivianos; gerou mais de 1.700 empregos temporários diretos, por meio das dez escolas de samba, 11 blocos e cinco cordões carnavalescos, durante um ano; e movimentou a economia local com R$ 16,9 milhões.

Os números foram divulgados na manhã desta segunda-feira (23) pelo prefeito Gabriel Alves de Oliveira (PSB), com base em dados levantados pelo Observatório de Turismo do Pantanal. “Foi um dos melhores carnavais, não só na passarela, mas no giro da economia, onde todos ganharam”, disse Gabriel.

Carnaval de Corumbá atraiu 8 mil turistas e movimentou R$ 16,9 milhões
Prefeito Gabriel Alves de Oliveira (PSB) ao lado de secretários municipais durante coletiva de apresentação dos resultados (Foto: Silvio de Andrade)

A análise revelou um cenário de crescimento, diversificação de público e elevado grau de satisfação com o evento, caracterizando-se também como uma festa familiar com total segurança. Segundo relatório das forças de segurança, não houve registro de ocorrências graves e apreensão de armas de fogo.

A prefeitura investiu cerca de R$ 6 milhões no planejamento da festa, desde estrutura a repasse de verbas para as agremiações carnavalescas, e o retorno financeiro liquido estimado foi de R$ 10,9 milhões. No ano passado, o impacto econômico no comércio foi da ordem de R$ 14,7 milhões.

“O custo do carnaval é investimento e o retorno não é apenas financeiro, fortalece o pequeno comércio com geração de empregos, atrai milhares de turistas para o nosso destino e coloca o corumbaense como protagonista da festa”, avalia o prefeito.

Captação de recursos - O sucesso do carnaval, que alcançou 88,6% de aprovação positiva dos turistas, é destacado pelo município, enquanto os carnavalescos, liderados pela Liesco (Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá), cobram uma rediscussão do seu formato, dentro e fora da passarela do samba.

Para o prefeito, uma reformulação do evento é pertinente e a prefeitura apoia uma discussão ampla com todos os segmentos em busca de novos horizontes, principalmente na sustentação financeira das agremiações, as quais hoje dependem unicamente do dinheiro público.

Carnaval de Corumbá atraiu 8 mil turistas e movimentou R$ 16,9 milhões
Policiamento reforçado durante o carnaval na Cidade Branca (Foto: Silvio de Andrade)

“Queremos o melhor, mas precisamos saber o que queremos e o que podemos para os ajustes”, frisou Gabriel Oliveira, reforçando que Corumbá vai cobrar um maior apoio do Governo do Estado, que este ano priorizou o carnaval de Campo Grande com R$ 2,6 milhões.

A prefeitura também planeja ações no sentido de ampliar a promoção externa da festa, inclusive na Bolívia, e fomentar dentro das escolas de samba a transformação das mesmas em empresas, facilitando a captação de recursos no setor privado, inclusive pela Lei Rouanet.

“Essa reestruturação do carnaval tem que passar, necessariamente, pelas escolas de samba, fazer com que a gestão seja empresarial e mais profissional. Estamos abertos ao diálogo”, apontou Wanessa Rodrigues, diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura.