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Interior

Justiça decreta prisão preventiva de homem que matou mulher a facadas

Vítima foi mantida na residência do suspeito e morta após agressões

Por Gustavo Bonotto e Gabi Cenciarelli | 29/08/2025 17:09
Justiça decreta prisão preventiva de homem que matou mulher a facadas
Vagner foi preso na rodoviária da cidade comendo salgado e tomando cerveja. (Foto: Cenário MS)

A Justiça de Bataguassu decretou, nesta quinta-feira (28), a prisão preventiva de Vagner Aurélio Fernandes dos Santos, de 59 anos, suspeito de manter Érica Regina Moreira Motta, 46 de idade, em cárcere e matá-la com ao menos seis facadas em uma residência situada a 313 quilômetros de Campo Grande.

RESUMO

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Vagner Aurélio Fernandes dos Santos, de 59 anos, teve prisão preventiva decretada pela Justiça de Bataguassu (MS) após ser suspeito de matar Érica Regina Moreira Motta, de 46 anos, com ao menos seis facadas. O crime ocorreu na quarta-feira (27), na residência do suspeito. Vizinhos acionaram a polícia após ouvirem discussões. A vítima foi encontrada sem vida no sofá, com múltiplas perfurações.A juíza Laísa de Oliveira Marcolini justificou a prisão preventiva pela gravidade do crime e risco de fuga. A defesa alegou legítima defesa, afirmando que um terceiro invadiu a residência e que a morte foi acidental. Vagner foi preso na rodoviária da cidade com roupas sujas de sangue. Ele confessou o crime e revelou ter tentado matar outras duas mulheres anteriormente. A polícia investiga se Érica estava em cárcere privado.

A decisão foi tomada pela juíza Laísa de Oliveira Marcolini após audiência de custódia e parecer do Ministério Público Estadual.

Durante a audiência, a defesa alegou que o crime ocorreu em legítima defesa, apontando que um terceiro invadiu a residência e agrediu o suspeito, e que a morte teria sido um resultado acidental. A defesa também afirmou que não havia intenção de matar e pediu liberdade provisória ou substituição da prisão por medidas cautelares.

A magistrada considerou que os indícios apontam para a necessidade de prisão preventiva, destacando a gravidade do crime, a violência praticada e o risco de fuga do suspeito. O boletim de ocorrência, depoimentos e laudos preliminares corroboram a versão da vítima. "A prisão foi determinada para garantia da ordem pública", cita a juíza nos autos.

Laísa considerou a gravidade do caso e a necessidade de garantia da ordem pública. “O requerido, após manter a vítima por dias em sua residência, supostamente praticou homicídio e evadiu-se, demonstrando potencial risco de fuga”, escreveu.

O mandado de prisão foi expedido e a autoridade policial foi orientada a fornecer os medicamentos necessários para a continuidade do tratamento de saúde do suspeito, conforme solicitação da defesa.

O caso - O crime aconteceu na noite de quarta-feira (27), em uma residência situada na Rua Isaac Cardoso Lopes, Bairro Jardim Real. Vizinhos ouviram discussão desde as 16h e acionaram a PM (Polícia Militar).

Ao entrarem no imóvel, policiais encontraram Érica caída no sofá da sala, com pelo menos cinco perfurações no pescoço e no rosto. O portão estava trancado com cadeados e precisou ser arrombado. Outras áreas da casa também estavam trancadas, e havia marcas de sangue indicando o trajeto de fuga do suspeito.

A faca usada no crime foi apreendida na calçada, do outro lado da rua. Minutos depois, Vagner foi localizado na rodoviária da cidade, com roupas sujas de sangue e um ferimento na cabeça. À polícia, ele confessou o crime e revelou já ter tentado matar outras duas mulheres em situações anteriores.

Segundo o delegado Lúcio Marinho, responsável pela investigação, a vítima estava em cárcere privado há aproximadamente um dia antes de ser morta. “O investigado disse que um terceiro havia entrado na residência e, junto com a mulher, tentado agredi-lo. Ele afirma que apenas se defendeu”, relatou.

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