MS terá barco para atender mulheres vítimas de violência no Pantanal
Projeto irá até comunidades ribeirinhas para ampliar os serviços da rede de proteção

Mato Grosso do Sul terá um reforço inédito no combate à violência contra a mulher em regiões isoladas, o Barco Lilás. A iniciativa vai atender comunidades ribeirinhas no Pantanal, principalmente na região de Corumbá, uma ampliação do projeto Ônibus Lilás, que já percorre áreas rurais levando informação, acolhimento e orientação.
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A proposta é fazer com que os serviços da rede de proteção cheguem até onde as mulheres estão, inclusive nos locais mais distantes, acessíveis apenas por rio.
De acordo com a secretária de Estado de Cidadania, Viviane Luiza da Silva, a ideia nasceu após uma ação realizada no fim de fevereiro em comunidades ribeirinhas do Paraguai Mirim.
“A equipe levou entre seis e oito horas de barco para chegar até o local. Ali nós sentimos a real necessidade de um atendimento às mulheres ribeirinhas. Percebemos o quanto é difícil levar políticas públicas até essas regiões”, explicou.
Durante a ação, chamada “Navegando com Cidadania”, profissionais identificaram não só casos relacionados à violência doméstica, mas também a carência de orientação, formação e apoio para mulheres que, muitas vezes, precisam se deslocar até Corumbá para conseguir atendimento.
O Barco Lilás será adquirido pelo Governo do Estado e atuará em parceria com o Promuse (Programa Mulher Segura), da Polícia Militar. A embarcação será do tipo “voadeira”, conhecida pela velocidade e capacidade de percorrer longas distâncias em rios da região.
A previsão é de que o primeiro barco seja comprado ainda no primeiro semestre deste ano e comece a operar logo após a aquisição.“Esse é o primeiro barco. A ideia é começar, mensurar a necessidade e, futuramente, ampliar esse tipo de atendimento”, afirmou a secretária.
Além do acolhimento às vítimas de violência, o barco também será utilizado para ações educativas, formação de redes locais de apoio e orientação sobre direitos. A intenção ainda é equipar a embarcação com internet via satélite, para garantir comunicação mesmo nas áreas mais isoladas.
“Já estamos solicitando a instalação de internet para que possamos garantir atendimento e comunicação. Queremos que essas políticas públicas cheguem onde antes nem se imaginava alcançar”, destacou Viviane.
A expectativa é que o Barco Lilás contribua para reduzir a invisibilidade das mulheres ribeirinhas e amplie o acesso à proteção e aos serviços públicos, integrando ações de cidadania e segurança.
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