Pai pode responder por permitir que adolescente dirigisse van, diz MP da Bolívia
Família não autorizou procedimento que verificaria se o rapaz havia ingerido álcool
O pai do adolescente de 14 anos que dirigia a van envolvida em um grave acidente na Bolívia poderá responder criminalmente por permitir que o filho menor de idade assumisse a direção do veículo. A tragédia deixou 12 mortos e quatro feridos na manhã desta segunda-feira (12), na rodovia Bioceânica, entre as cidades de Puerto Suárez e Puerto Quijarro, na região de fronteira com o Brasil.
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Um adolescente de 14 anos dirigia a van que causou acidente com 12 mortos e quatro feridos na rodovia Bioceânica, na Bolívia, próximo à fronteira com Corumbá (MS). O veículo pertence ao pai do menor, que será investigado pelo Ministério Público por possível responsabilidade no incidente. O diretor do Departamento de Trânsito, Martín Arequipa, suspeita que excesso de velocidade e inexperiência do condutor contribuíram para o acidente. A família do adolescente impediu a coleta de amostras para verificar possível consumo de substâncias tóxicas.
A polícia boliviana confirmou que o veículo conduzido pelo adolescente pertencia ao pai. A investigação está a cargo do Ministério Público, que trata o caso como homicídio culposo. A promotora Fabiola Paco afirmou que o pai do jovem, proprietário da van, foi intimado a depor juntamente com a mãe.
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O relatório oficial indicou que 16 pessoas estavam na van, sendo 12 mortas e quatro feridas. Inicialmente, o número de óbitos era 11, mas uma jovem morreu por volta do meio-dia, após dar entrada em uma unidade de saúde.
“O pai do motorista, que é o proprietário, será intimado a depor para determinar quem concedeu a permissão. A responsabilidade recai não apenas sobre o motorista, mas também sobre o proprietário ou o pai que concede essas permissões; portanto, a lei penaliza esse tipo de ação”, afirmou a promotora.
A confirmação da identidade do condutor foi feita pelo diretor do Departamento de Trânsito, Martín Arequipa. Segundo ele, é possível que o excesso de velocidade, combinado com a inexperiência do jovem e a irresponsabilidade dos demais passageiros, tenha sido uma das causas do acidente.
“O número de pessoas presentes nos leva a presumir que não estavam em condições de conduzir ao confiarem irresponsavelmente o volante ao menor”, disse o diretor.
Ainda de acordo com Arequipa, seriam coletadas amostras do adolescente para verificar se ele estava embriagado, mas a família se opôs ao procedimento. Com isso, não é possível afirmar que o jovem estava sob a influência de qualquer substância tóxica no momento do acidente.


