Genética ou vida saudável, o que determina o tempo de vida?
O médico perguntou à idosa como era seu estilo de vida. Ela respondeu dando uma longa tragada em seu cigarro. E concluiu: “muitos doutores me recomendaram deixá-lo, mas todos eles estão mortos e eu sigo vivendo”. Helen Reichert, tinha então, 100 anos. Compartilhou com todos que conhecia o “segredo” de sua longevidade: “muita cerveja, sanduíche, chocolate, cigarro e desfrutar a vida noturna”. Não é uma anedota. O médico que fez a pergunta é o israelense Nir Barzilai. Faz parte de uma estrutura norte-americana e europeia, com muitas instituições pelo mundo, que investiga há anos idosos centenários com muita boa saúde.
Qual a nossa idade máxima?
Essas organizações dizem que o “muro biológico”, a esperança de vida máxima da espécie humana atualmente é de aproximadamente 115 anos. A média dos países mais desenvolvidos é de 80 anos. Bem superior à brasileira, que ronda os 75 anos. Não é pouco, especialmente se são anos com saúde. Há bem pouco tempo, a média era de 50 anos. Mas, dizem, que fique bem claro: tempo de vida é dinheiro. Quem tem, tem boas chances de viver mais.
Genética ou vida saudável, determina o tempo de vida?
Essas instituições estão investigando o genoma dos centenários. Querem saber o que há ali que os leva a tanta vantagem sobre os demais. Até há pouco a ciência dizia que, para a longevidade, 20% era genética e 80% era vida saudável. Afirmam que essa era uma ideia errada. Atualmente, a determinação do tempo de vida é feita por 50% de genética e 50% vida saudável para as pessoas comuns. Mas, para os centenários, a conta é bem diferente. É mais como se tivessem de 80% a 90% de fatores genéticos e a vida saudável tem muito pouco a ver com a maioria deles.
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