Um império chamado Vinicius Jr. Os rendimentos da luta contra o racismo
No campo de futebol, vestindo a camisa do Real Madrid, Vinicius Jr. tem sido um de seus jogadores mais importantes nos últimos anos. Na seleção brasileira, é apenas um a mais. Fora do campo, o jogador está se convertendo em uma das maiores imagens da publicidade entre todos os esportistas do mundo.
Catorze contratos milionários.
Há poucos dias, Vinicius Jr. se converteu no embaixador global da Havaianas, com o lançamento de coleções exclusivas. Com tão somente 25 anos, Vini, como também é conhecido, conta atualmente com 14 contratos relacionados com marcas diferentes. Clear (cosméticos), Omo (limpeza), Gatorade (bebidas isotônicas), Rexona (higiene), PlayStation (videojogos), Pepsi (bebidas), Betnacional (apostas), Vivo (comunicação), Dubai Tourism (turismo), Boss (perfumes), Prada (óculos), Unesco (organismo da ONU) e Nike como provedora de equipamentos esportivos, é a longa lista de seus faturamentos extracampo.
Vinicius Jr. é uma grande empresa.
O jogador alcançou um status comparável a uma grande empresa. Ela conta com um CEO, um CFO, vários departamentos administrativos, departamentos jurídicos, comerciais, de marketing e de comunicação que controlam os catorze contratos. Vini participa de dezenas de ações que envolvem seus patrocinadores, além de atividades sociais centradas em seu instituto. Esse órgão é relacionado com a luta contra o racismo. Foca no ensino para crianças e jovens e em formações de professores que conheçam pedagogias antifascistas. Frequentemente recebem propostas de empresas que valorizam essa luta.
Atrás de Cristiano Ronaldo e Neymar.
Recentemente, uma pesquisa de caráter anual, publicada pela “Sportico”, mostrou que Cristiano Ronaldo está na cabeça no faturamento com publicidade. O português recebe 260 milhões de dólares por ano para compartilhar sua imagem com vários produtos. Também mostrou que Neymar é o brasileiro ainda com maior recebimento: 60 milhões de dólares anuais. Bem próximo está Vinicius Jr., recebendo 58 milhões de dólares por ano. Não fazia ideia de que lutar contra o racismo podia virar um produto vendável, uma marca. Neste mundo multifacetado, tudo vira mercadoria.
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