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José Marques Filmes

Deborah Nazareth leva MS à Bienal de Arquitetura Brasileira

Casa Ñandejara traduz a alma sul-mato-grossense na da BAB2026 em São Paulo

Festas e Eventos TV - Conteúdo de Marca | 26/01/2026 07:45


Mato Grosso do Sul vai marcar presença na 1ª Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) com um projeto que carrega mais do que estética: carrega identidade. A arquiteta Deborah Nazareth, do estúdio DNA – Arquitetura, Design e Imaginação, participa com o projeto Casa Ñandejara, uma proposta que conecta arquitetura contemporânea, referências regionais e a força simbólica da cultura sul-mato-grossense.

A BAB 2026 acontece de 25 de março a 30 de abril de 2026, no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), dentro do Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP).

Deborah Nazareth leva MS à Bienal de Arquitetura Brasileira
Arquiteta Deborah Nazareth. (Foto: Divulgação )

O nome do projeto já entrega o espírito da ideia. “Ñandejara”, palavra de origem tupi-guarani, significa “nosso Deus” e carrega uma conexão direta com história, cultura e espiritualidade. Na concepção apresentada, a Casa Ñandejara surge como um refúgio espiritual, um espaço de encontro com a própria essência, traduzindo em forma e atmosfera a intensidade da identidade local.

Para a arquiteta, a proposta vai além do desenho e da composição estética: é uma forma de expressar o território e a alma do estado em um projeto com linguagem contemporânea.

“Este projeto é a materialização da nossa visão de uma Casa com Alma Sul-Mato-Grossense, pensada para ser mais do que uma estrutura: é um reflexo da nossa terra. A Casa Ñandejara será a representante oficial do nosso estado, exibindo a rica fusão de cultura, arte, natureza e a identidade única do Mato Grosso do Sul para o país inteiro!”, afirma a arquiteta Deborah.

Deborah Nazareth leva MS à Bienal de Arquitetura Brasileira
Sala de Estar da Casa Ñandejara projeto da arquiteta Deborah Nazareth, do estúdio DNA – Arquitetura, Design e Imaginação (Foto: Divulgação )

A proposta da Casa Ñandejara se constrói a partir de um partido arquitetônico claro: fluidez e contemplação. O conceito apresentado descreve uma arquitetura pensada como percurso, com sensações orgânicas e uma experiência que convida à pausa — algo muito alinhado ao imaginário do Pantanal e às camadas culturais do estado.

O projeto também mergulha em referências artísticas e simbólicas regionais, trazendo a ideia de “alma” como fio condutor. A Casa Ñandejara se posiciona como uma materialização contemporânea de um Mato Grosso do Sul que é fronteira, tradição, natureza e cultura — e que não cabe num rótulo só.

Nas imagens do projeto, os ambientes revelam uma estética marcada por tons terrosos, madeira, curvas e uma atmosfera de acolhimento — com espaços como sala de estar, jantar e cozinha, suíte, closet e banho, além de um layout que reforça a ideia de circulação fluida e integração entre os usos.

Representar MS é colocar o estado no mapa da arquitetura nacional

Deborah Nazareth leva MS à Bienal de Arquitetura Brasileira
Cozinha da Casa Ñandejara projeto da arquiteta Deborah Nazareth, do estúdio DNA – Arquitetura, Design e Imaginação (Foto: Divulgação )

A participação de Deborah Nazareth na Bienal reforça um movimento importante: Mato Grosso do Sul não é coadjuvante quando o assunto é criatividade, território e potência cultural aplicada ao design e à arquitetura. Pelo contrário — quando um projeto como a Casa Ñandejara chega numa vitrine nacional, ele leva junto uma narrativa inteira: o Pantanal, a ancestralidade, o jeito de morar, os materiais, o clima, a memória afetiva e a identidade de um povo.

É o tipo de trabalho que não tenta “imitar tendência de internet”. Ele faz o que arquitetura boa sempre fez: pega o lugar e transforma em linguagem.

A BAB 2026 nasce com uma proposta grande: aproximar a arquitetura do público e reforçar o papel social do arquiteto. A Bienal pretende reunir projetos de todo o país com experiências que colocam a arquitetura como parte da vida cotidiana — não como um assunto “de nicho”.

E isso é necessário porque o Brasil ainda vive um contraste enorme: todo mundo mora, trabalha e circula em espaços construídos, mas pouca gente tem acesso a arquitetura como serviço e como ferramenta de qualidade de vida. Segundo o CAU/BR, uma pesquisa citada aponta que apenas cerca de 9% das reformas no país contam com arquitetos, mostrando como o tema ainda está distante da rotina da maioria das pessoas.

Nesse cenário, a Bienal surge como um palco de discussão e visibilidade, defendendo que arquitetura não é luxo: é cidade, saúde, segurança, bem-estar e futuro.

Serviço

Para conhecer mais sobre a BAB 2026 e acompanhar as informações oficiais do evento, acesse: bienaldearquiteturabrasileira.com.

Para ver mais projetos e acompanhar o trabalho da arquiteta Deborah Nazareth nas redes sociais @deborahnazaretharquitetos.

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Esperamos você para juntos iniciarmos essa nova era!