Famílias começam ano animadas para gastar, mostra pesquisa
Índice atingiu 107 pontos em janeiro, enquanto em dezembro do ano passado ficou em 105,5
A pesquisa IFC (Intenção de Consumo das Famílias) mostrou que o ano começou mais propenso aos gastos. Em janeiro de 2026, o índice ficou em 107 pontos, enquanto em dezembro do ano passado ficou em 105,5 pontos.
RESUMO
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A Intenção de Consumo das Famílias (IFC) iniciou 2026 em alta, atingindo 107 pontos em janeiro, contra 105,5 em dezembro do ano anterior. O índice, que considera satisfatório resultados acima de 100 pontos, revela que 21,9% das famílias aumentaram seu consumo, enquanto 32% reduziram. A pesquisa indica cenários distintos entre classes sociais. Famílias com renda superior a 10 salários mínimos demonstram maior segurança financeira, enquanto as de menor renda mantêm cautela devido ao custo de vida e restrições de crédito. Na avaliação sobre emprego, 52,1% sentem-se mais seguros, e 36,8% relatam melhora na renda atual.
Acima dos 100 pontos é considerado zona de satisfação, e abaixo dos 100 pontos, insatisfação.
O nível de consumo atual está maior para 21,9% das famílias e menor para 32%. Outras 45,8% acreditam estar igual ao ano passado. A perspectiva de gastos está maior para 29%; menor para 26,5%; e igual ao ano passado para 43,3%.
“O índice geral segue positivo, mas o recorte por faixa de renda mostra realidades bem distintas. As famílias com renda acima de 10 salários mínimos apresentam maior segurança financeira, o que sustenta a intenção de consumo em patamar mais elevado. Já entre as famílias de menor renda, a cautela permanece, influenciada principalmente pelo custo de vida e pela percepção mais restritiva do crédito”, analisou a economista do IPF/MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS), Regiane Dedé de Oliveira.
Em relação ao emprego atual, 52,1% estão mais seguros; 14,6% estão menos seguros; e 24,6% estão iguais ao ano passado. Sobre a renda atual, para 36,8% está melhor e 19,4% pior.
Para conseguir empréstimo, 16,0% acredita estar mais fácil e 27,2% acha que está mais difícil.
Sobre ser um bom momento para comprar eletrodomésticos, 38,8% acreditam ser um bom momento e 47,4% consideram ser um mau momento.
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