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Saúde e Bem-Estar

Falta de apetite da tirzepatida pode ser armadilha arriscada para a saúde

Jejum prolongado pode atrapalhar o emagrecimento e o funcionamento do corpo, alerta especialista

Por Clayton Neves | 26/01/2026 07:59
Falta de apetite da tirzepatida pode ser armadilha arriscada para a saúde
Mounjaro possui como princípio ativo a tirzepatida, que reduz o apetite. (Foto: Freepik)

Com a febre do uso de tirzepatida para emagrecimento, tem se tornado cada vez mais comuns relatos de pessoas que ficam horas e até um dia inteiro ou mais sem comer. No entanto, apesar da prática cada vez mais comum, especialistas alertam para os riscos importantes à saúde que isso pode trazer.

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O uso crescente de tirzepatida para emagrecimento tem gerado preocupação entre especialistas devido aos relatos de pessoas que passam longos períodos sem se alimentar. Médicos alertam que, mesmo com a supressão do apetite causada pelo medicamento, jejuns prolongados podem causar desidratação, queda de pressão e perda de massa muscular.Especialistas recomendam manter refeições regulares, mesmo que em menor quantidade, priorizando alimentos leves e nutritivos como iogurtes, sopas, vitaminas e legumes. A orientação é estabelecer horários fixos para as refeições e não pular refeições, pois a falta de nutrientes pode comprometer funções básicas do organismo e até mesmo prejudicar o processo de emagrecimento.

“A supressão do apetite com tirzepatida é uma parte esperada da medicação, mas nunca deve levar a pessoa a passar muito tempo sem comer. Comer pouco demais pode lançar o corpo em um estado de estresse metabólico e até desencadear problemas como desidratação e queda da pressão arterial”, alerta o médico Renato Souza.

Segundo ele, a ausência prolongada de alimentação ainda pode provocar fraqueza, tontura, queda de pressão, hipoglicemia, cansaço excessivo, dificuldade de concentração e irritabilidade.

Além disso, quando o corpo fica sem receber energia e nutrientes, ele passa a usar a massa muscular como fonte de combustível, o que leva à perda de músculo e não apenas de gordura, o que favorece deficiências de vitaminas e minerais e até episódios de compulsão alimentar mais adiante.

“Não sentir fome não significa que o organismo não precise de comida. Mesmo com o apetite reduzido pelo medicamento, o corpo continua necessitando de nutrientes para manter funções básicas, como o funcionamento do cérebro, dos músculos e do sistema imunológico”, alerta.

Ficar muitas horas em jejum, sem acompanhamento profissional, pode inclusive atrapalhar o emagrecimento, já que o metabolismo tende a desacelerar como forma de defesa.

Durante o uso, mesmo quando a vontade de comer é mínima, a orientação é optar por alimentos leves, mas nutritivos, que sejam mais fáceis de consumir. Entre eles, Renato lista iogurtes, ovos, sopas, caldos, vitaminas feitas com frutas e leite ou bebidas vegetais, queijos magros, castanhas em pequenas quantidades e legumes amassados ou em forma de purê, que ajudam a garantir energia e nutrientes sem causar desconforto.

“Manter pequenas refeições ao longo do dia, em vez de grandes pratos, também facilita a alimentação”, destaca. De acordo com o médico, organizar horários fixos para comer, mesmo que em pouca quantidade, é uma das principais estratégias para evitar longos períodos sem alimentação.

 “Outra dica pode ser beber líquidos calóricos, como vitaminas e shakes, incluir fontes de proteína em todas as refeições e não pular de forma recorrente. São atitudes simples que fazem a diferença”, orienta.

Segundo o especialista, é importante buscar ajuda se a pessoa não consegue ingerir alimentos ou líquidos por mais de 24 horas, apresenta náusea persistente, vômitos, desidratação, confusão mental ou fraqueza extrema ou tem perda de peso muito rápida e intensa.

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