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Direto das Ruas

Alta demanda provoca espera de mais de 4 horas em UPA da Capital

A demora no atendimento é uma das principais reclamações de usuários dos postos em períodos de grande procura

Por Judson Marinho | 21/02/2026 15:57


RESUMO

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A UPA Coronel Antonino, em Campo Grande, enfrenta críticas devido à demora no atendimento, causada pela escassez de médicos plantonistas. Pacientes relatam esperas superiores a quatro horas, mesmo em casos prioritários. Paula Jaqueline Lopes, mãe de uma jovem que chegou em estado delicado após uma convulsão, afirma que a filha ainda não foi atendida após horas de espera. Outra paciente, Aline, aguarda desde as 11 horas da manhã com sintomas graves. A falta de profissionais, que deveriam ser sete, mas estão reduzidos a um clínico geral, agrava a situação. A Secretaria Municipal de Saúde ainda não se pronunciou sobre as reclamações.

A escassez de médicos plantonistas tem provocado demora no atendimento e gerado revolta entre pacientes na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, em Campo Grande.

Usuários da unidade relatam tempo de espera superior a quatro horas, mesmo em casos considerados prioritários pela triagem.

A mãe de uma paciente de 20 anos, Paula Jaqueline Lopes, afirma que a filha chegou à unidade em estado delicado e, apesar da classificação de prioridade, ainda não havia sido atendida.

“Estamos aqui há muito tempo, minha filha está passando muito mal. Ela teve uma convulsão e está com dor de cabeça. Disseram que ela seria prioridade, mas até agora nada. Estou aqui desde as 13 horas, e há pessoas esperando desde as 11 da manhã. Todo mundo está revoltado”, relatou.

Segundo a mãe, a situação seria agravada pela ausência de profissionais. “Era para ter sete médicas de plantão nessa UPA, mas, pelo que falaram, só tem um clínico geral atendendo”, acrescentou.

Outro relato é da paciente Aline, que afirma aguardar desde o período da manhã. “Estou aqui na UPA desde as 11 horas. Já são 16 horas e ainda não fui atendida. Estou mal, com diarreia há cinco dias. Cheguei, expliquei que estava com dor no peito e no abdômen. Mesmo chegando cedo, mais de 10 pessoas passaram na minha frente. Até agora só fui chamada para fazer triagem”, disse.

A demora no atendimento tem sido uma das principais queixas de usuários das unidades de pronto atendimento, especialmente em períodos de maior demanda.

Pacientes afirmam que a falta de médicos compromete o fluxo de consultas e amplia o tempo de espera, inclusive em situações que envolvem sintomas considerados graves.

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), e questionou sobre a escala de plantonistas da UPA deste sábado, e os motivos que levaram a demora no atendimento.

Em resposta a Sesau informou que a "UPA Coronel Antonino, assim como outras unidades de urgência e emergência da Capital, encontra-se com demanda acima da capacidade instalada, em razão da grande procura por atendimento. O aumento expressivo no número de pacientes impacta diretamente o tempo de espera, especialmente nos casos classificados como não urgentes, conforme protocolo de Acolhimento com Classificação de Risco, que prioriza atendimentos de maior gravidade. As equipes assistenciais estão atuando de forma ininterrupta e empenhadas para garantir a assistência a todos os usuários".

A secretaria de saúde ainda acrescentou que "o relato de paciente com crise convulsiva sem atendimento, a Secretaria esclarece que a informação não procede. A situação foi verificada junto à equipe da unidade e o atendimento ocorreu conforme os critérios clínicos e de classificação de risco, seguindo os protocolos assistenciais estabelecidos".