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Direto das Ruas

Surto de dengue em Jardim preocupa moradores que exigem o uso de fumacê

Chuvas intensas teriam agravado o problema, favorecendo o acúmulo de lixo e água parada

Por Judson Marinho | 21/02/2026 14:56
Surto de dengue em Jardim preocupa moradores que exigem o uso de fumacê
Terrenos baldios localizados rua Rio Verde com esquina para rua Andorinhas preocupa moradores (Foto: Direto das Ruas)

O avanço dos casos de dengue e chikungunya no município de Jardim, cidade a 240 km de Campo Grande, tem gerado preocupação entre moradores, principalmente em bairros com maior incidência de notificações.

RESUMO

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O município de Jardim enfrenta um surto de dengue e chikungunya, com moradores do bairro Ceac relatando a falta de ações efetivas, como a aplicação de fumacê e visitas de agentes de saúde. As chuvas intensas agravaram o problema, aumentando o acúmulo de água parada e lixo. A Prefeitura informou que intensificou as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, com mutirões de limpeza e eliminação de focos. Em janeiro, foram confirmados 40 casos de chikungunya e oito de dengue, além de mais de 100 notificações. Entre os casos estão crianças, gestantes e idosos, grupos mais vulneráveis. A Prefeitura reforça que a eliminação de recipientes que acumulam água é a medida mais eficaz para prevenir a proliferação do mosquito. A participação da população é considerada essencial para conter o avanço das doenças.

No bairro Ceac, a população relata sensação de insegurança diante da presença constante do mosquito Aedes aegypti e cobra medidas mais enérgicas do poder público.

De acordo com o morador Josélio Júnior, a situação na região é alarmante. “O bairro Ceac encontra-se infestado pelo mosquito da dengue, sem presença de agentes de saúde realizando visitas ou inspeções. Além disso, não houve aplicação de fumacê na região”, afirmou. Segundo ele, as chuvas intensas agravaram o problema, favorecendo o acúmulo de lixo e água parada.

A comunidade reivindica providências urgentes, incluindo a aplicação imediata de fumacê, o retorno das visitas de agentes de endemias e a realização de mutirões de limpeza. O receio é de que o cenário piore, especialmente diante do aumento de casos registrados no município.

Ruas como a Rio Verde, que faz esquina com as Andorinhas, e a Rua Maglorio Rodrigues, Vila Angélica 2, são as que mais preocupam moradores.

A Prefeitura de Jardim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que intensificou neste mês de fevereiro as ações de combate ao Aedes aegypti. Dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), repassados pela Vigilância Epidemiológica, apontam que, somente em janeiro, foram confirmados 40 casos de chikungunya e oito casos de dengue, além de mais de 100 notificações envolvendo as duas doenças.

O quadro acende alerta máximo, sobretudo para grupos mais vulneráveis. Entre os casos confirmados estão registros envolvendo uma criança de apenas três meses diagnosticada com chikungunya, uma criança de um ano e sete meses com dengue e chikungunya simultaneamente, além de ocorrências em gestantes e idosos.

Como parte das estratégias, o Mutirão da Dengue segue em andamento em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde, por meio dos setores de Vigilância Sanitária e Endemias, com apoio da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos.

As equipes, de acordo com a prefeitura, já atuaram na Vila Camisão, Vila Santa Luzia e Vila Brasil, localidades com alto índice de notificações.

A equipe de Controle de Vetores destaca que o papel do morador é fundamental no enfrentamento ao mosquito. "A recomendação é reservar ao menos 10 minutos por semana para vistoriar quintais e eliminar possíveis criadouros, principalmente após períodos de chuva", descreveu.

Até o momento, mais de 400 focos do Aedes aegypti foram eliminados no município, com presença de larvas. Segundo levantamento da administração municipal, 96% das larvas são encontradas em residências e estabelecimentos comerciais.

Surto de dengue em Jardim preocupa moradores que exigem o uso de fumacê
Equipes da prefeitura de Jardim realizando a ação de bloqueio químico nas ruas da cidade (Foto: Divulgação / Prefeitura de Jardim)

A Prefeitura ressalta que o bloqueio químico, como o fumacê, é considerado uma medida paliativa. A forma mais eficaz de prevenção, segundo o município, continua sendo a eliminação de recipientes que possam acumular água, interrompendo o ciclo de reprodução do mosquito.

A administração municipal reforça que a participação da população é decisiva para conter o avanço das arboviroses e reduzir o risco de novos casos em Jardim.

Retirada de pneus - Entre as ações mais recentes da prefeitura de Jardim foi a coleta de aproximadamente 19 toneladas de pneus descartados na cidade, que receberam encaminhamento ambientalmente adequado.

A iniciativa foi feita com foco na eliminação de materiais que podem acumular água, evitando que pneus se tornem potenciais criadouros do Aedes aegypti.

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