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JANEIRO, QUARTA  07    CAMPO GRANDE 31º

Direto das Ruas

Sob ameaça, mulher cobra iluminação há 4 meses para voltar do trabalho sem medo

Falta de luz em frente à casa agrava risco vivido por moradora que tem medida protetiva contra o ex

Por Gabi Cenciarelli | 05/01/2026 14:53


RESUMO

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Uma moradora do Jardim Nhanhá, em Campo Grande, enfrenta situação de risco há quatro meses devido à falta de iluminação pública em frente à sua residência. A mulher, que trabalha no período noturno, relata que seu ex-companheiro tem se aproveitado da escuridão para fazer ameaças. Mãe solo de quatro filhos, ela possui medida protetiva por violência doméstica e já registrou diversos pedidos à Prefeitura para o reparo da iluminação na Rua TV da Passagem. Apesar das solicitações serem registradas como prioridade, nenhuma providência foi tomada até o momento, comprometendo sua segurança no retorno do trabalho.


Há cerca de quatro meses, uma moradora do Jardim Nhanhá, em Campo Grande, cobra o restabelecimento da iluminação pública em frente à casa onde mora. A situação, segundo ela, deixou de ser apenas um transtorno e passou a representar risco real, já que trabalha no período noturno e tem vivido episódios de ameaça ao chegar em casa no escuro.

De acordo com o relato, a falta de iluminação na Rua TV da Passagem tem sido aproveitada pelo ex-companheiro para se esconder no local. Em pelo menos duas noites recentes, ao retornar do trabalho, ela encontrou o homem a aguardando na escuridão. Ela chamou a polícia e ele fugiu após a moradora gritar e vizinhos saírem para a rua.

“Eu só consegui me livrar porque gritei. Se um dia eu chegar e não der tempo, não sei o que pode acontecer”, afirma.

A mulher conta que já entrou em contato diversas vezes com os canais da Prefeitura para relatar a lâmpada apagada. Em todas as tentativas, segundo ela, a resposta é de que o pedido está registrado como prioridade, mas nenhuma equipe foi enviada ao local até agora.

Mãe solo de quatro filhos, ela diz que não pode deixar o emprego, já que depende do trabalho para sustentar a família. “Eu preciso trabalhar. O mínimo que eu peço é conseguir chegar em casa com um pouco mais de segurança”, relata.

Ela possui medida protetiva por violência doméstica e afirma que as providências relacionadas ao agressor já foram adotadas junto à polícia. No entanto, a cobrança agora é direcionada ao poder público. “O que falta é a luz, eu estou desesperada, não sei mais o que fazer. Com a rua iluminada, eu já me sentiria muito mais segura”, diz.

A reportagem questionou a Prefeitura de Campo Grande se há registro da falta de iluminação pública no endereço e se existe previsão para a solução do problema. Até a publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço segue aberto.