Alimentação tem queda, mas inflação da Capital sobe 0,18% puxada pela educação
Reajustes nas mensalidades pressionam índice em fevereiro; grupo Educação registra maior alta e impacta o IPCA
A inflação oficial de Campo Grande registrou alta de 0,18% em fevereiro, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta quinta-feira (12). Apesar da leve desaceleração em relação a janeiro, quando a taxa foi de 0,48%, o resultado do mês foi influenciado principalmente pelos gastos com educação, que tiveram forte aumento devido aos reajustes das mensalidades escolares.
RESUMO
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A inflação em Campo Grande registrou alta de 0,18% em fevereiro, desacelerando em relação a janeiro, quando atingiu 0,48%. O principal fator foi o aumento nas mensalidades escolares, com destaque para o ensino fundamental (8,77%), pré-escola (8,66%) e creche (8,25%). O grupo Alimentação apresentou queda de 0,13%, com redução nos preços de tomate, batata e cebola. A energia elétrica residencial recuou 5,42%, contribuindo para a queda de 1,62% no grupo Habitação. No acumulado do ano, a inflação na Capital soma 0,65%, enquanto nos últimos 12 meses alcança 2,13%.
Com o resultado de fevereiro, o IPCA da Capital acumula alta de 0,65% no ano. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 2,13%, abaixo dos 3,60% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. No mesmo período, o índice nacional foi de 0,70% em fevereiro, acumulando 1,03% no ano e 3,81% em 12 meses.
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Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados na Capital, seis apresentaram aumento de preços. O destaque ficou para o grupo Educação, que registrou a maior variação e também o maior impacto no índice geral, com alta de 4,67% e contribuição de 0,20 ponto percentual.
O aumento é explicado pelos reajustes normalmente aplicados no início do ano letivo. Os maiores avanços ocorreram nos cursos regulares, com destaque para ensino fundamental (8,77%), pré-escola (8,66%) e creche (8,25%). Por outro lado, houve queda no subitem autoescola (-4,28%), influenciada por mudanças regulatórias federais no processo de obtenção da carteira de habilitação.
O grupo Alimentação e bebidas apresentou recuo de 0,13% em fevereiro, com impacto negativo de 0,03 ponto percentual no índice geral. A alimentação no domicílio praticamente ficou estável, com variação de -0,02%.
Entre os produtos que contribuíram para a queda estão tomate (-10,71%), batata-inglesa (-8,55%), cebola (-4,22%) e frango em pedaços (-3,31%). Já no lado das altas, destacaram-se repolho (17,98%), feijão-carioca (17,13%), ovo de galinha (8,89%) e leite longa vida (4,74%).
A alimentação fora do domicílio também recuou, com queda de 0,44%, reflexo principalmente da redução de 1,19% no preço do lanche. Já a refeição apresentou leve aumento de 0,13%.
O grupo Habitação registrou a maior queda entre os grupos pesquisados, com recuo de 1,62%. O principal fator foi a redução de 5,42% na energia elétrica residencial, consequência da aplicação da bandeira tarifária verde no período.
Mesmo com a queda do grupo, alguns itens apresentaram aumento, como despesas com mudança (4,61%) e detergente (2,82%). Também tiveram impacto positivo no índice a taxa de água e esgoto (0,57%) e o aluguel residencial (0,24%).
O grupo Saúde e cuidados pessoais teve aumento de 0,89% em fevereiro, com impacto de 0,11 ponto percentual no índice. Entre as maiores altas estão perfume (3,4%), papel higiênico (2,89%) e medicamentos hormonais (2,68%).
No grupo Transportes, a variação foi de 0,12%. As maiores altas foram registradas nas passagens aéreas (3,99%), transporte por aplicativo (3,5%) e etanol (3,01%). A gasolina também contribuiu para a alta do grupo, com variação de 0,33%.
Já o grupo Vestuário apresentou aumento de 1,1%, impulsionado principalmente pelos subitens joia (3,73%) e calça comprida feminina (3,33%).
O grupo Artigos de residência registrou alta de 0,81%, enquanto Despesas pessoais avançou 0,21%, mantendo uma sequência de aumentos iniciada em julho do ano passado.
Entre os grupos com retração, além de Habitação e Alimentação, também aparece Comunicação, com queda de 0,13%. A redução foi influenciada principalmente pela baixa nos preços de aparelhos telefônicos, que recuaram 0,77% no mês.


