ACOMPANHE-NOS     Campo Grande News no Facebook Campo Grande News no X Campo Grande News no Instagram Campo Grande News no TikTok Campo Grande News no Youtube
MARÇO, QUINTA  12    CAMPO GRANDE 25º

Economia

Alimentação tem queda, mas inflação da Capital sobe 0,18% puxada pela educação

Reajustes nas mensalidades pressionam índice em fevereiro; grupo Educação registra maior alta e impacta o IPCA

Por Jhefferson Gamarra | 12/03/2026 12:45
Alimentação tem queda, mas inflação da Capital sobe 0,18% puxada pela educação
Alunos de escola particular de Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A inflação oficial de Campo Grande registrou alta de 0,18% em fevereiro, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) divulgados nesta quinta-feira (12). Apesar da leve desaceleração em relação a janeiro, quando a taxa foi de 0,48%, o resultado do mês foi influenciado principalmente pelos gastos com educação, que tiveram forte aumento devido aos reajustes das mensalidades escolares.

RESUMO

Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!

A inflação em Campo Grande registrou alta de 0,18% em fevereiro, desacelerando em relação a janeiro, quando atingiu 0,48%. O principal fator foi o aumento nas mensalidades escolares, com destaque para o ensino fundamental (8,77%), pré-escola (8,66%) e creche (8,25%). O grupo Alimentação apresentou queda de 0,13%, com redução nos preços de tomate, batata e cebola. A energia elétrica residencial recuou 5,42%, contribuindo para a queda de 1,62% no grupo Habitação. No acumulado do ano, a inflação na Capital soma 0,65%, enquanto nos últimos 12 meses alcança 2,13%.

Com o resultado de fevereiro, o IPCA da Capital acumula alta de 0,65% no ano. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 2,13%, abaixo dos 3,60% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. No mesmo período, o índice nacional foi de 0,70% em fevereiro, acumulando 1,03% no ano e 3,81% em 12 meses.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados na Capital, seis apresentaram aumento de preços. O destaque ficou para o grupo Educação, que registrou a maior variação e também o maior impacto no índice geral, com alta de 4,67% e contribuição de 0,20 ponto percentual.

O aumento é explicado pelos reajustes normalmente aplicados no início do ano letivo. Os maiores avanços ocorreram nos cursos regulares, com destaque para ensino fundamental (8,77%), pré-escola (8,66%) e creche (8,25%). Por outro lado, houve queda no subitem autoescola (-4,28%), influenciada por mudanças regulatórias federais no processo de obtenção da carteira de habilitação.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou recuo de 0,13% em fevereiro, com impacto negativo de 0,03 ponto percentual no índice geral. A alimentação no domicílio praticamente ficou estável, com variação de -0,02%.

Entre os produtos que contribuíram para a queda estão tomate (-10,71%), batata-inglesa (-8,55%), cebola (-4,22%) e frango em pedaços (-3,31%). Já no lado das altas, destacaram-se repolho (17,98%), feijão-carioca (17,13%), ovo de galinha (8,89%) e leite longa vida (4,74%).

A alimentação fora do domicílio também recuou, com queda de 0,44%, reflexo principalmente da redução de 1,19% no preço do lanche. Já a refeição apresentou leve aumento de 0,13%.

O grupo Habitação registrou a maior queda entre os grupos pesquisados, com recuo de 1,62%. O principal fator foi a redução de 5,42% na energia elétrica residencial, consequência da aplicação da bandeira tarifária verde no período.

Mesmo com a queda do grupo, alguns itens apresentaram aumento, como despesas com mudança (4,61%) e detergente (2,82%). Também tiveram impacto positivo no índice a taxa de água e esgoto (0,57%) e o aluguel residencial (0,24%).

O grupo Saúde e cuidados pessoais teve aumento de 0,89% em fevereiro, com impacto de 0,11 ponto percentual no índice. Entre as maiores altas estão perfume (3,4%), papel higiênico (2,89%) e medicamentos hormonais (2,68%).

No grupo Transportes, a variação foi de 0,12%. As maiores altas foram registradas nas passagens aéreas (3,99%), transporte por aplicativo (3,5%) e etanol (3,01%). A gasolina também contribuiu para a alta do grupo, com variação de 0,33%.

Já o grupo Vestuário apresentou aumento de 1,1%, impulsionado principalmente pelos subitens joia (3,73%) e calça comprida feminina (3,33%).

O grupo Artigos de residência registrou alta de 0,81%, enquanto Despesas pessoais avançou 0,21%, mantendo uma sequência de aumentos iniciada em julho do ano passado.

Entre os grupos com retração, além de Habitação e Alimentação, também aparece Comunicação, com queda de 0,13%. A redução foi influenciada principalmente pela baixa nos preços de aparelhos telefônicos, que recuaram 0,77% no mês.