Desemprego atinge 5,4% até janeiro de 2026 e renda média bate R$ 3.652
Taxa composta de subutilização foi de 13,8%, praticamente estável frente ao trimestre anterior
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2026, segundo a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado ficou estável em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2025 (também 5,4%) e caiu 1,1 ponto percentual na comparação com novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%).
RESUMO
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A taxa de desemprego no Brasil manteve-se em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados da PNAD Contínua do IBGE. O número representa uma queda de 1,1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, com 5,9 milhões de pessoas desocupadas. A população ocupada atingiu 102,7 milhões de trabalhadores, com crescimento de 1,7% em 12 meses. O rendimento médio real alcançou R$ 3.652, apresentando aumento de 5,4% em relação ao ano anterior, enquanto a taxa de informalidade recuou para 37,5%, englobando 38,5 milhões de trabalhadores.
O número de pessoas desocupadas foi de 5,9 milhões, sem variação frente ao trimestre anterior comparável. Em um ano, houve queda de 17,1%, passando de 7,1 milhões para 5,9 milhões, uma redução de 1,2 milhão de pessoas.
A população ocupada chegou a 102,7 milhões, estável no trimestre e com alta de 1,7% em 12 meses (mais 1,7 milhão). O nível de ocupação foi de 58,7%, estável no trimestre e 0,5 ponto percentual acima do observado um ano antes (58,2%).
A taxa composta de subutilização foi de 13,8%, praticamente estável frente ao trimestre anterior (13,9%) e com queda de 1,8 ponto percentual em 12 meses (15,5%). A população subutilizada ficou em 15,7 milhões, estável no trimestre e 11,5% menor do que no mesmo período do ano anterior (menos 2,0 milhões).
Também ficaram estáveis:
- subocupados por insuficiência de horas: 4,5 milhões
- população fora da força de trabalho: 66,3 milhões (mas com alta de 1,3% em um ano, mais 846 mil)
- desalentados: 2,7 milhões, com queda de 15,2% em 12 meses (menos 476 mil). O percentual de desalentados foi de 2,4%, estável no trimestre e menor que um ano antes (2,8%).
Carteira assinada cresce; informalidade cai
No setor privado, o número de trabalhadores com carteira assinada (sem contar domésticos) foi de 39,4 milhões, estável no trimestre e com alta de 2,1% em 12 meses (mais 800 mil). Já os sem carteira somaram 13,4 milhões, sem variações relevantes.
Entre os conta própria, foram 26,2 milhões, com alta de 3,7% em um ano (mais 927 mil). O total de trabalhadores domésticos foi de 5,5 milhões, estável no trimestre e 4,5% menor em 12 meses (menos 257 mil).
A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores informais. No trimestre encerrado em outubro, era 37,8% (38,8 milhões) e, um ano antes, 38,4% (38,8 milhões).
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.652, com crescimento de 2,8% no trimestre e 5,4% em 12 meses. A massa de rendimento real habitual alcançou R$ 370,3 bilhões, com alta de 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e de 7,3% em um ano (mais R$ 25,1 bilhões).


