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Economia

Dólar comercial cai a R$ 5,21 após tensão entre EUA e Irã

Moeda recua 0,89% com alta forte; Ibovespa sobe 1,24%

Por Gustavo Bonotto | 04/03/2026 19:01
Dólar comercial cai a R$ 5,21 após tensão entre EUA e Irã
Cédulas do dólar, moeda estrangeira utilizada para transações comerciais no mercado financeiro. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou esta quarta-feira (4) em queda de 0,89%, cotado a R$ 5,21, após a disparada registrada na véspera e sob impacto das tensões entre Estados Unidos e Irã. O recuo ocorreu em meio a um movimento de correção no mercado cambial. O Ibovespa encerrou o dia em alta de 1,24%, aos 185.366 pontos.

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O dólar comercial recuou 0,89%, fechando a R$ 5,21 nesta quarta-feira (4), em movimento de correção após forte alta na véspera. A tensão entre Estados Unidos e Irã, marcada pelo ataque americano a um navio iraniano próximo ao Sri Lanka e pelo fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, influenciou os mercados. O Ibovespa encerrou o dia em alta de 1,24%, aos 185.366 pontos. No cenário interno, destaque para a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na Operação Compliance Zero, que investiga esquema de fraudes financeiras. O Banco Central autorizou instituições a direcionarem recursos de depósitos compulsórios ao Fundo Garantidor de Crédito.

Na terça (3), a moeda americana subiu 1,91% e fechou a R$ 5,2645. Com o resultado desta quarta, o dólar acumula alta de 1,63% na semana e no mês. No ano, a divisa registra queda de 4,94%.

O conflito no Oriente Médio concentrou a atenção dos investidores. Um submarino dos Estados Unidos atacou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, fato que ampliou a crise na região. O episódio ocorreu após o Irã fechar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo e gás.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), afirmou que o país garantirá o fluxo de energia e escoltará navios petroleiros, se necessário. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, informou que o Pentágono e o Departamento de Energia elaboram plano para assegurar a navegação no Estreito.

Pelo menos 200 embarcações permaneceram ancoradas próximas à costa de países do Golfo, como Iraque, Arábia Saudita e Catar, segundo estimativas da Reuters com base em dados da MarineTraffic. A paralisação elevou o risco de desabastecimento e pressionou os preços da energia nos últimos dias.

Apesar das preocupações, o petróleo do tipo Brent fechou praticamente estável. Às 16h45, o barril registrava leve alta de 0,02%, cotado a US$ 81,40.

No cenário interno, a PF (Polícia Federal) prendeu novamente o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suposto esquema bilionário de fraudes financeiras com venda de títulos de crédito falsos. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também era alvo de mandado de prisão e se apresentou na Superintendência da PF.

O Banco Central autorizou instituições financeiras a direcionar ao Fundo Garantidor de Crédito recursos recolhidos de depósitos compulsórios. Esses valores funcionam como garantia e permanecem retidos na autoridade monetária.

Nos Estados Unidos, o relatório de emprego mostrou a criação de 63 mil vagas no setor privado em fevereiro, acima da expectativa de 50 mil. O Livro Bege do Federal Reserve indicou leve crescimento da atividade econômica e aumento de preços no país.

Em Nova York, os índices fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,64%, o S&P 500 avançou 0,98% e o Nasdaq ganhou 1,55%. Na Europa, o índice Stoxx 600 registrou alta de 1,37%, com ganhos em Frankfurt, Londres e Paris.

Na Ásia, as bolsas encerraram o dia em queda. O índice de Xangai recuou 1%, o CSI300 caiu 1,1% e o Hang Seng perdeu 2%, no menor nível em seis meses. Também fecharam no vermelho Tóquio, Seul e Taiwan.

O Ibovespa acumula queda de 1,81% na semana e no mês. No ano, o principal índice da bolsa brasileira sobe 15,04%.