Até o fim do mês Petrobrás seleciona empresas que vão finalizar UFN3
Governador Eduardo Riedel (PP) irá acompanhar a seleção e se reunirá com a presidente da empresa
O planejamento para destravar obras emblemáticas de Mato Grosso do Sul está saindo do papel. A retomada da conclusão da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3), em Três Lagoas, vai avançar até o fim do mês.
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A retomada da conclusão da UFN3 (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados 3), em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, avança com a seleção de empresas executoras no dia 30 de janeiro. O governador Eduardo Riedel se reunirá com a presidente da Petrobras para alinhar o cronograma da obra. Com investimento estimado em R$ 3,5 bilhões, a UFN3 será a maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina. O projeto, paralisado desde 2014 com 81% de conclusão, tem previsão de operação entre 2027 e 2028, produzindo 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil de amônia.
Em entrevista ao Tribuna Livre, da Rádio Capital 95, na manhã desta sexta-feira (23), o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), adiantou que, no dia 30 de janeiro, viajará ao Rio de Janeiro para acompanhar a seleção das empresas que assumirão a obra.
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Na sequência, Riedel ainda disse que irá se reunir com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. “Para poder entender bem esse cronograma que está andando. Quando eu estive lá, eles falaram que, no começo de 2026, iriam selecionar empresas e vai ser dada a ordem de serviço”, detalhou.
Com o cumprimento de mais uma etapa do processo de retomada, o progressista acredita que a obra pode ser entregue antes do prazo previsto. “Está dentro do planejamento. Eu imagino que, começando as obras entre março e abril, a gente tem ela operacional entre o final de 2027, começo de 2028, entregando fertilizante nitrogenado para o Mato Grosso do Sul, para o Centro-Oeste e todo o Brasil”, completou.
O desenrolar da obra já estava previsto para o início do ano, porém a previsão de conclusão foi prorrogada. No dia 28 de novembro do ano passado, a Petrobras divulgou o Plano de Negócios 2026-2030. Neste plano, a estatal “empurrou” para 2029 a conclusão da UFN-3, sendo que, no cronograma anterior, o início da operação era em 2028. A estimativa é de cerca de R$ 3,5 bilhões para finalizar a obra.
A UFN3 é considerada estratégica por poder elevar a produção nacional de fertilizantes e reduzir a dependência de importações. O projeto, anunciado como um dos maiores da América Latina, teve as obras paralisadas em 2014, quando estava 81% concluído. Desde então, várias tentativas de retomada fracassaram.
Em abril de 2024, o então presidente da Petrobras, Jean Paul Prattes, visitou a planta e informou que serão necessários R$ 5 bilhões em investimentos para concluir a obra, com expectativa de início de operação em 2028.
O modelo atual prevê a produção de 3,6 mil toneladas diárias de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia, consumindo 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Quando concluída, será a maior fábrica de fertilizantes nitrogenados da América Latina.
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